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	<title>Gustavo Roberto &#187; Corrente</title>
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		<item>
		<title>Motores de rotores bobinados e reostatos de partida.</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 12:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Roberto Rodrigues Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[Corrente]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>

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		<description><![CDATA[Conforme discutimos em artigos anteriores para dimensionar um sistema de partida, é necessário calcular o tempo de aceleração e comparar com o tempo de rotor bloqueado para para determinar se um motor consegue acionar uma carga. O tempo de aceleração pode ser determinado de maneira aproximada pelo conjugado médio de aceleração: ta = 2.PI.. n [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Conforme discutimos em artigos anteriores para dimensionar um sistema de partida, é necessário calcular o tempo de aceleração<span>  </span>e comparar com o tempo de rotor bloqueado para para determinar se um motor consegue acionar uma carga.</p>
<p class="MsoNormal">O tempo de aceleração pode ser determinado de maneira aproximada pelo conjugado médio de aceleração:</p>
<p class="MsoNormal">ta = 2.PI.. n . J1 / Ca<span>   </span>=<span>  </span>2.PI..n .(Jm+Jce) / (Cmmed – Cmed)</p>
<p class="MsoNormal">onde:</p>
<p class="MsoNormal">ta: tempo de aceleração em segundos</p>
<p class="MsoNormal">Jt: momento de inércia total em Kg.m²</p>
<p class="MsoNormal">rps: Rotação nominal em rotações por segundo</p>
<p class="MsoNormal">Cmmed: Conjugado médio de aceleração do motor em Nm.</p>
<p class="MsoNormal">Cmed: Conjugado médio de aceleração da carga em Nm.</p>
<p class="MsoNormal">Jm: Momento de inércia do motor.</p>
<p class="MsoNormal">Jce: Momento de inércia da carga referida ao eixo do motor.</p>
<p class="MsoNormal">Ca : conjugado médio de aceleração da carga</p>
<p class="MsoNormal">n = Velocidade em rps</p>
<p class="MsoNormal">Em alguns casos o momento de inércia é tão grande na partida que só para arrancar a carga teríamos que ter um motor com uma potência muitas vezes superior a de trabalho, caso fosse usado um motor de indução com rotor gaiola.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p><strong>Aplicação de motores com rotor bobinado e reostato</strong></p>
<p class="MsoNormal">Relembrando os conhecimentos de máquinas elétricas de CA, (item final) observa-se que os motores assíncronos possuem uma resistência rotórica muito baixa. Isso é ótimo, durante o funcionamento normal, mas é péssimo durante a partida, pois nesse momento, o escorregamento é de 100%, pois o eixo da máquina ainda está parado, então a freqüência no rotor é igual a da rede e o efeito indutivo é muito grande e porisso a corrente fica muito defasada em relação a tensão. Nessas condições , mesmo que a corrente seja muito elevada, não produz potência<span>  </span>ativa<span>  </span>e porisso não produz torque suficiente para arrastar a carga.<span>  </span>Então é necessário que se produza ao mesmo tempo uma redução da tensão para que a corrente diminua<span>  </span>e também um refasamento dessas grandezas. Para conseguir isso, um resistor deve ser conectado eletricamente ao circuito do rotor.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Quando a velocidade do rotor começa a aumentar, a frequencia rotórica começa a diminuir e o efeito indutivo também, diminuindo o refasamento da corrente, então, o resistor que fora benéfico no início, vai se tornando inconveniente. <strong>Na verdade, é necessário um valor de resistência para cada valor de velocidade</strong> e quanto mais essa velocidade aumente menor deve ser o valor da resistência.<span>  </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>O dispositivo capaz de apresentar uma resistência variável em seus terminais é o Reostato. Então, quando um motor assíncrono de indução necessitar partir com uma carga que tenha um momento de inércia muito elevado, este deverá ser de rotor bobinado e um Reostato de partida deverá ser interligado ao mesmo. Tudo isso leva a conclusão que :</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>  </span><strong><em>O Reostato de partida serve para limitar a corrente de partida<span>  </span>e produzir a condição de torque máximo a cada valor de velocidade da máquina. </em></strong><em>Uma vez concluída a partida o reostato não tem mais utilidade. Assim existe um contator que o curtocircuita. Adicionalmente existe tambem no motor um dispositivo que curtocircuita os aneis e as levanta as escovas.</em></p>
<p class="MsoNormal"><em> </em></p>
<p class="MsoNormal"><span>( Veja a seguir a curva torque x velocidade durante a partida ) &#8211; Clique na figura para poder ampliá-la<br />
</span></p>
<p><a href="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/curva_torque.jpg" title="Curva Torque x Velocidade Durante a Partida"><img src="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/curva_torque.thumbnail.jpg" alt="Curva Torque x Velocidade Durante a Partida" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span>Aqui observa-se que é produzida uma condição de torque máximo a cada valor de velocidade da máquina. Durante a partida.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong>Cálculo de um reostato</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Tahoma"> </span></strong></p>
<p class="MsoBodyText3"><span style="font-family: 'Times New Roman'">Sabe-se que mantendo-se constante a torção motora, o escorregamento é diretamente proporcional a resistência rotórica.</span></p>
<p class="MsoNormal">Assim, se S1 é o escorregamento relativo a resistência rotórica R1, capaz de criar uma torção C. (Torção = Torque = conjugado).</p>
<p class="MsoNormal">Desejando-se criar a mesma torção com o escorregamento S2, por exemplo, maior do que S1, é preciso que a resistência rotórica tenha um valor total Rt definido pela seguinte proporção: Rt:R2 = S2:S1 .</p>
<p class="MsoNormal">O valor da resistência a ser inserida em cada fase é: R = Rt &#8211; R1.</p>
<p class="MsoNormal">O valor dessa resistência pode ser obtido através dessa proporção:</p>
<p class="MsoNormal">[(Rt – R1)/R1] = [(S2 – S1)/S1]</p>
<p class="MsoNormal">Donde:<strong> </strong>R = Rt – R1 = R2 . (S2-S1)/S1,</p>
<p class="MsoNormal">Em se tratando da partida, quando S1=1 (escorregamento 100%),a resistência de partida será: Ra = R1. (1-S1)/S1.</p>
<p class="MsoNormal">Considerando agora o escorregamento nominal Sn, ou a plena carga:</p>
<p class="MsoNormal">Ra = R2 . (1-Sn)/Sn.</p>
<p class="MsoNormal"><strong><em><u>Exemplo</u></em></strong>:</p>
<p class="MsoNormal">Se um motor funciona a plena carga com um escorregamento de 3% e deseja-se acelerar o motor com uma torção igual ao da plena carga:</p>
<p class="MsoNormal">Ra = R1 . (1-0,03)/0,03 = R1 . 32,3.</p>
<p class="MsoNormal">Isso quer dizer que o valor da resistência de partida que deverá ser inserida em cada fase do rotor é 32,3 vezes maior que a resistência por fase do enrolamento rotórico.</p>
<p class="MsoNormal">Se um motor deve partir com uma torção máxima, é preciso obter-se, por exemplo, através do traçado do diagrama circular, o valor do escorregamento que fornece a torção máxima. (não será mostrado aqui como se constrói esse diagrama, pois foge ao objetivo principal). Os interessados deverão procurar na bibliografia indicada).</p>
<p class="MsoNormal">Supondo que a torção máxima se verifica com o escorregamento 10 %, o valor de resistência a ser inserido em cada fase do rotor no momento da partida é:</p>
<p class="MsoNormal">Ra = R2 . (1 – Sm ) / Sm<span>  </span>=<span>  </span>R2 (1 &#8211; 0,1)/ 0,1 = R2 . 9.</p>
<p class="MsoNormal">Isto significa que nas condições descritas, o valor da resistência de partida, deve ser proporcional ao valor da corrente que produz uma torção desejada. Isso tambem é obtido no mencionado diagrama circular.</p>
<p class="MsoNormal">Uma vez obtido o valor da resistência de partida, esse deve ser subdividido em partes de forma que <strong>a partida se processe com uma torção quase constante </strong>(conforme se viu no gráfico acima), ao aumentar as rotações do motor e ao diminuir o valor da resistência Ra inserida.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><strong><em><u>Teoria dos Motores elétricos CA:</u></em></strong></p>
<p>Clique na figura abaixo para ampliar:</p>
<p><a href="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/circuito_motor_assincrono.jpg" title="Circuito do Motor Assíncrono"><img src="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/circuito_motor_assincrono.thumbnail.jpg" alt="Circuito do Motor Assíncrono" /></a><br />
<span style="font-family: 'Times New Roman'">L1<span>  </span>Indutância Estatórica</span></p>
<p class="MsoNormal">L2<span>  </span>Indutância Rotórica</p>
<p class="MsoNormal">R1 Resistência Estatórica</p>
<p class="MsoNormal">R2 Resistência Rotórica</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal">A fem rotórica E<sub>2</sub> com o motor funcionando com escorregamento “s”, é expressa por:</p>
<p class="MsoNormal">E<sub>2</sub>(s)= 10<sup>-8</sup>.2,22. <span style="font-size: 14pt; font-family: Symbol"><span>f</span></span><sub>M</sub>.N<sub>2</sub>.f1.s = E<sub>2</sub>.(1).s</p>
<p class="MsoNormal">A impedância rotórica é dada por: (Clique na figura para ampliar )</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/impedancia_rotorica.jpg" title="Impedância Rotórica"><img src="http://www.gustavoroberto.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/impedancia_rotorica.thumbnail.jpg" alt="Impedância Rotórica" /></a></p>
<p class="MsoNormal">por esta expressão, a corrente de fase rotórica, com o motor funcionando com escorregamento “s”, é a mesma que se obteria, mantendo o rotor parado e aumentando o valor da resistência de fase rotórica para o valor R2/s.</p>
<p class="MsoNormal">Sendo s &lt; 0 , R2/s &gt; R2.</p>
<p class="MsoNormal">A rotação mecânica do rotor, produz o mesmo efeito do aumento da resistência de fase rotórica.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">No transformador concebido acima:</p>
<p class="MsoNormal">V1 = &#8211; E1 e E2(1) = E1/m</p>
<p class="MsoNormal">Onde m = E1/E2(1) e E2(1) é a fem que se induz em cada fase rotórica quando o rotor ainda estiver parado, ou seja, s = 1.</p>
<p class="MsoNormal">O fluxo <span style="font-family: Symbol"><span>f</span></span>1, que é o produto da indutância pela corrente que a atravessa, fica inalterado, tanto a vazio quanto com carga.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Se o motor funcionar com carga, em cada fase circulará a corrente:<span style="font-family: Tahoma"></span></p>
<p class="MsoNormal">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal">MARTIGNONI, Afonso. Máquinas de corrente alternada. Editora Globo.Porto Alegre. RS.1968</p>
<p class="MsoNormal">GONÇALVES,  João Roberto Vasco. Curso de reostatos líquidos. Vitória. ES. 2006</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span>                                                                                  </span>Roberto Vasco – 12/08/2007</strong></p>
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