Bobinagem – Identificando erros ao calcular.

Baseado em algumas consultas efetuadas por alguns leitores, falando sobre as dificuldades que sentiram ao efetuar os cálculos utilizados para a bobinagem de motores, conforme publiquei nesse blog há tempos atrás. Também fiquei curioso para saber o teor dessas dificuldades, começando pelos próprios cálculos apresentados no artigo, reprodução ipsis literis do manual de bobinagem da WEG.

Então aproveitando os dados da última consulta efetuada pelo leitor “Mateus”, resolvi fazer um laboratório comigo mesmo, passando pelas dificuldades envolvidas no processo e tentando buscar as respostas suficientes para orientar e corrigir.

Para melhorar as condições de estudo resolvi construir uma planilha no “Excel” pela facilidade de deixar os cálculos indicados para cada célula e a possibilidade de obter imediatamente os resultados necessitando somente de trocar os dados se necessário.

Aí eu tomei a primeira ripada pela falta de atenção. As medidas do diâmetro e do comprimento do pacote foram fornecidas em mm, nas no cálculo estão em cm. A distração não se justifica, mas realmente é confuso pois geralmente as medidas usadas em oficinas são referenciadas em mm e também as medidas de seção de fios são dadas em mm².

Fiz a devida correção, observei os resultados: valor absurdo. Alem disso tive algumas dúvidas que a falta de experiência na atividade provoca. O jeito era correr atrás das informações. Então, munido da planilha, da calculadora, da máquina fotográfica e do manual de bobinagem, fui atrás de quem poderia ajudar. Fui à oficina elétrica da TEREME, empresa de engenharia de manutenção e recuperação de máquinas. Lá encontrei o Sr Clóvis, profissional de larga experiência em oficina elétrica e trabalhos com motores, transformadores e muitos outros dispositivos, que trabalha a muitos anos no ramo, que com toda boa vontade me atendeu, mostrando cálculos, tabelas, situações e itens importantes para a escolha de esquema e confecção de bobinados. Bastaram poucos minutos para eu perceber algumas coisas importantes: Primeiramente a experiência vale muito.

Quanto ao cálculo, verifiquei que aquele dado “Fluxo” é dado em KILOGAUSS, então no procedimento de cálculo onde fala considerar o B = 5000 Gauss, na formula entra 5. O fluxo resultante da conta é expresso em Maxuel. Também senti algumas dificuldades quanto aos fatores K,K1 e K2 e principalmente com a escolha do “ ξ ” adequado ao caso.

Outra coisa marcante foi quanto a escolha do fio. Às vezes a gente obtém no cálculo um valor de seção em mm² que cai no meio de duas bitolas causando imprecisão no cálculo e indecisão na hora de efetivamente aplicar o fio. Nesse caso é comum com o auxilio da tabela, combinar dois ou mais fios tal que a soma se suas seções tenham um valor próximo ao do que foi calculado. No caso ensaiado acabava sendo usado dois fios 20 AWG e um fio 19 AWG.

Finalmente outra coisa que consta no esquema mostrado no manual de bobinagem, mas que ás vezes nos passa batido é quanto a distribuição das bobinas. Por exemplo: quando se tem um motor trifásico de 48 ranhuras e tem que ser distribuído 16 bobinas em seis grupos, aparece uma dificuldade, afinal a divisão de 16 por seis não dá exata. Então a saída é fazer um arranjo de tal modo que fiquem distribuídos grupos de duas bobinas entre grupos de três conforme mostra a figura abaixo.

Finalmente consegui um resultado não absurdo nos cálculos e um projeto aproximado do ideal, conforme comparação com uma tabela construtiva da WEG que consegui.

Consultei também o livro “Máquinas elétricas de corrente alternada de Afonso Martignoni” para reforçar conceitos teóricos que não constam em manuais práticos.



5 Responses to “Bobinagem – Identificando erros ao calcular.”

  1. OLÁ,GOSTEI MUITO DO ARTIGO CITADO ACIMA
    CONFESSO QUE ME PERDI MUITAS VEZES COM O MANUAL DA WEG
    GOSTARIA DE MAIS INFORMAÇOES SE POSSIVEL, DESDE JA AGRADEÇO.

  2. me formei como tenico eletrotecnica mas engressei mas pro ramo da eletronica. Gostaria de saber o processo de rebobinagem para quem quer começar , cursos , material gratuito , etc.
    grato.

  3. David, creio que os melhores cursos presenciais sejam os dos SENAIs e Escolas técnicas e/ou especializadas no ramo. O instituto universal Brasileiro tambem possui um não presencial. Mas digo que a prática é imprescindível e voce deve arranjar uma oficina conceituada no ramo ou area de manutenção elétrica de alguma empresa voltada para bobinamento de motores.
    sds, robertovasco@hotmail.com

  4. BOA TARDE, PRECISO DOS DADOS DE REBOBINAMENTO DE 1 MOTOR W22PLUS WEG 60CV IIPOLOS CARCAÇA 225S/M 220V-142A/380V-82,2A/440V-71,0A – 36 RANHURAS PASSO 1+12+14+16+18

  5. DESCULPE PRECISO DO ESQUEMA DE LIGAÇÃO TAMBEM INSTALTEC1@YAHOO.COM.BR

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