Segurança no Comércio
No primeiro assunto comentado no artigo anterior : “Condições inseguras nos estabelecimentos”,
chamado “curto circuito-Perda total”, discutimos esse assunto principalmente nos aspectos:
causas e efeitos.
Agora, lendo o jornal de domingo, dia 03/05/2009, vimos a matéria que corrobora com tema que foi escrito.
Cito:
Título: “Incêndio dentro de bar na Praia do Canto ”.
E abaixo algumas frases de efeito do mesmo artigo:
A numeração, não faz parte da publicação, foi colocada aqui para facilitar as referencias no comentário.
As frases também não estão necessariamente na mesma ordem que foram publicadas.
1. “Terceiro incêndio em três dias ”.
2. “…O fogo teve início em uma tomada… ”.
3. “… “ Aparentemente foi um curto circuito que provocou as chamas, que se espalhou pelo espaço entre o teto e o gesso, onde está distribuída a fiação”…”
4. “…O acidente aconteceu na tarde de ontem por volta das 13:10h…” . “…Viram fumaça escura saindo do local, que estava fechado…”
5. “…Canos de água foram quebrados e o teto de gesso ficou bastante danificado…”
6. “…O laudo com as causas do incidente sairá em 10 dias… “
Fonte: A Gazeta, Vitória(ES),domingo,3 de maio de 2009, matéria de GLACIERI CARRARETTO
da redação multimídia, Editora: calves@redegazeta.com.br
COMENTÁRIOS:
1.
TEMPO – Situação recorrente, em muito pouco tempo. O outro que aconteceu primeiro foi numa grande loja de produtos eletro-eletrônicos, no centro histórico da cidade. O terceiro foi numa residência, num bairro da região metropolitana.
Coincidência ou não é numa época chuvosa = Alta umidade relativa do ar = baixo isolamento.
2.
MATERIAL – Raramente deixa de haver alguma tomada envolvida no caso como ponto de partida.
3.
CAUSA – Também as causas “curto circuito” tem sido recorrentes em incêndios.
4.
HORÁRIO – O acidente aconteceu numa tarde em que o estabelecimento estava fechado. Ele só funciona a noite, como esclarece a matéria. A boa notícia, em função dessa condição é que não teve vítima. A má notícia é que mesmo com o aviso dos comerciantes adjacentes, a prontidão do atendimento, o trabalho eficiente e rápido do corpo de bombeiros, os danos foram provavelmente maiores do que se alguém estivesse lá no exato momento do início do sinistro para fazer o desligamento geral, dar o primeiro combate com extintores, etc.
5.
EFEITOS – Os danos e prejuízos são imensos. Em muitos casos os comerciantes não estão financeiramente preparados para enfrentar essa situação. Se não tiver seguro então, a coisa fica pior.
6.
ANÁLISE- O laudo vai apontar as causas.
- Por falar em causas, no item 3 são sugeridas algumas delas: reforma com rebaixamento de gesso e fiação exposta.
- Combinadas com a umidade e outros fatores como picos de tensão (conforme foi comentado na época do primeiro na loja de produtos eletro-eletrônicos), fiação antiga, com o isolamento já degradado e sem a atual tecnologia anti-chama, equipamentos esquecidos ligados(alguns não podem mesmo ser desligados), proteções elétricas ineficientes por estarem mal dimensionadas, por exemplo, obras não fiscalizadas, etc.
PREVENÇÃO – Estudando essa família de causas, que fatalmente culmina com a causa final, citada no item 3, temos de imediato subsídios para a prevenção, uma vez que pode sair muito mais barato e menos traumático.
Algumas ferramentas de análise que também já escrevemos a respeito são os métodos “MASP-método de análise e solução de problemas” e o método 6 M que também faz parte desse.