Equipamento avariado – Quase acidente
Essa história Também caracteriza condição insegura, mesmo sendo imprevisível.
Numa parada do equipamento para manutenção preventiva, dentre outros serviços mecânicos e elétricos, estava prevista a substituição do motor de acionamento da correia, pois o atual já estava em más condições.
Feito todo aquele planejamento, requisição de motor novo, Toda a documentação em ordem, análise de risco e todo aquele ritual de liberação, finalmente foi feito o desligamento e liberado para trabalhar. Não foi possível arranjar o guindaste que já estava comprometido com outro serviço maior.
Como era absolutamente necessário a substituição, foi avaliado a altura, o peso do motor, etc e concluído que seria possível executar a tarefa utilizando um “Tifor”, espécie de guincho de acionamento manual através de alavanca que se move em movimentos alternativos. A única desvantagem desse equipamento é a morosidade. Tem que fazer muitos movimentos com a alavanca para se obter pequenos deslocamentos na elevação da carga. Mas paciência, era o único jeito.
Assim o eletricista responsável pela troca do motor, foi a ferramentaria com mais dois ajudantes e pegaram entre outras ferramentas o “Tifor” de capacidade suficiente para a elevação daquela carga.
O desenvolvimento da tarefa ia muito bem e o motor novo já estava na metade da altura, cerca de vinte metros.
Em dado momento o cabo de aço perdeu a aderência com o mecanismo no interior do equipamento e o motor desceu violentamente uns quinze metros, quando finalmente, por sorte, travou, perto do solo, a pouca altura.
Os caras que estavam operando o “ tifor “ levaram o maior susto e já estavam até esperando pela desintegração do motor ao bater contra o solo, o que felizmente não ocorreu.
Aí então não havia mais confiança em trabalhar com aquele equipamento.
Acabaram de descer a carga, retiram o “Tifor “ e enviaram à ferramentaria, registrando a ocorrência a respeito de sua avaria.
Depois disso, arranjaram outro equipamento semelhante àquele e com capacidade até um pouco maior, por garantia, subiram o motor reserva e desceram o outro, concluindo o serviço.
O caso foi analisado e concluído que havia uma condição insegura, devido a um equipamento avariado, mesmo que não fosse visível e ou previsível.
O fato é que depois disso foram estabelecidas rotinas de revisões periódicas em todas as ferramentas e equipamentos de elevação de carga, estabelecendo também prazos de validade para sua utilização, baseado em recomendações do fabricante. Alem disso qualquer anomalia relatada com esses servia de base para a tomada das devidas providências.
Que blog organizado!! Adorei!
beijãoooooo