Motores de rotores bobinados e reostatos de partida.
Conforme discutimos em artigos anteriores para dimensionar um sistema de partida, é necessário calcular o tempo de aceleração e comparar com o tempo de rotor bloqueado para para determinar se um motor consegue acionar uma carga.
O tempo de aceleração pode ser determinado de maneira aproximada pelo conjugado médio de aceleração:
ta = 2.PI.. n . J1 / Ca = 2.PI..n .(Jm+Jce) / (Cmmed – Cmed)
onde:
ta: tempo de aceleração em segundos
Jt: momento de inércia total em Kg.m²
rps: Rotação nominal em rotações por segundo
Cmmed: Conjugado médio de aceleração do motor em Nm.
Cmed: Conjugado médio de aceleração da carga em Nm.
Jm: Momento de inércia do motor.
Jce: Momento de inércia da carga referida ao eixo do motor.
Ca : conjugado médio de aceleração da carga
n = Velocidade em rps
Em alguns casos o momento de inércia é tão grande na partida que só para arrancar a carga teríamos que ter um motor com uma potência muitas vezes superior a de trabalho, caso fosse usado um motor de indução com rotor gaiola.
Aplicação de motores com rotor bobinado e reostato
Relembrando os conhecimentos de máquinas elétricas de CA, (item final) observa-se que os motores assíncronos possuem uma resistência rotórica muito baixa. Isso é ótimo, durante o funcionamento normal, mas é péssimo durante a partida, pois nesse momento, o escorregamento é de 100%, pois o eixo da máquina ainda está parado, então a freqüência no rotor é igual a da rede e o efeito indutivo é muito grande e porisso a corrente fica muito defasada em relação a tensão. Nessas condições , mesmo que a corrente seja muito elevada, não produz potência ativa e porisso não produz torque suficiente para arrastar a carga. Então é necessário que se produza ao mesmo tempo uma redução da tensão para que a corrente diminua e também um refasamento dessas grandezas. Para conseguir isso, um resistor deve ser conectado eletricamente ao circuito do rotor.
Quando a velocidade do rotor começa a aumentar, a frequencia rotórica começa a diminuir e o efeito indutivo também, diminuindo o refasamento da corrente, então, o resistor que fora benéfico no início, vai se tornando inconveniente. Na verdade, é necessário um valor de resistência para cada valor de velocidade e quanto mais essa velocidade aumente menor deve ser o valor da resistência.
O dispositivo capaz de apresentar uma resistência variável em seus terminais é o Reostato. Então, quando um motor assíncrono de indução necessitar partir com uma carga que tenha um momento de inércia muito elevado, este deverá ser de rotor bobinado e um Reostato de partida deverá ser interligado ao mesmo. Tudo isso leva a conclusão que :
O Reostato de partida serve para limitar a corrente de partida e produzir a condição de torque máximo a cada valor de velocidade da máquina. Uma vez concluída a partida o reostato não tem mais utilidade. Assim existe um contator que o curtocircuita. Adicionalmente existe tambem no motor um dispositivo que curtocircuita os aneis e as levanta as escovas.
( Veja a seguir a curva torque x velocidade durante a partida ) – Clique na figura para poder ampliá-la
Aqui observa-se que é produzida uma condição de torque máximo a cada valor de velocidade da máquina. Durante a partida.
Cálculo de um reostato
Sabe-se que mantendo-se constante a torção motora, o escorregamento é diretamente proporcional a resistência rotórica.
Assim, se S1 é o escorregamento relativo a resistência rotórica R1, capaz de criar uma torção C. (Torção = Torque = conjugado).
Desejando-se criar a mesma torção com o escorregamento S2, por exemplo, maior do que S1, é preciso que a resistência rotórica tenha um valor total Rt definido pela seguinte proporção: Rt:R2 = S2:S1 .
O valor da resistência a ser inserida em cada fase é: R = Rt – R1.
O valor dessa resistência pode ser obtido através dessa proporção:
[(Rt – R1)/R1] = [(S2 – S1)/S1]
Donde: R = Rt – R1 = R2 . (S2-S1)/S1,
Em se tratando da partida, quando S1=1 (escorregamento 100%),a resistência de partida será: Ra = R1. (1-S1)/S1.
Considerando agora o escorregamento nominal Sn, ou a plena carga:
Ra = R2 . (1-Sn)/Sn.
Exemplo:
Se um motor funciona a plena carga com um escorregamento de 3% e deseja-se acelerar o motor com uma torção igual ao da plena carga:
Ra = R1 . (1-0,03)/0,03 = R1 . 32,3.
Isso quer dizer que o valor da resistência de partida que deverá ser inserida em cada fase do rotor é 32,3 vezes maior que a resistência por fase do enrolamento rotórico.
Se um motor deve partir com uma torção máxima, é preciso obter-se, por exemplo, através do traçado do diagrama circular, o valor do escorregamento que fornece a torção máxima. (não será mostrado aqui como se constrói esse diagrama, pois foge ao objetivo principal). Os interessados deverão procurar na bibliografia indicada).
Supondo que a torção máxima se verifica com o escorregamento 10 %, o valor de resistência a ser inserido em cada fase do rotor no momento da partida é:
Ra = R2 . (1 – Sm ) / Sm = R2 (1 – 0,1)/ 0,1 = R2 . 9.
Isto significa que nas condições descritas, o valor da resistência de partida, deve ser proporcional ao valor da corrente que produz uma torção desejada. Isso tambem é obtido no mencionado diagrama circular.
Uma vez obtido o valor da resistência de partida, esse deve ser subdividido em partes de forma que a partida se processe com uma torção quase constante (conforme se viu no gráfico acima), ao aumentar as rotações do motor e ao diminuir o valor da resistência Ra inserida.
Teoria dos Motores elétricos CA:
Clique na figura abaixo para ampliar:
L2 Indutância Rotórica
R1 Resistência Estatórica
R2 Resistência Rotórica
A fem rotórica E2 com o motor funcionando com escorregamento “s”, é expressa por:
E2(s)= 10-8.2,22. fM.N2.f1.s = E2.(1).s
A impedância rotórica é dada por: (Clique na figura para ampliar )
por esta expressão, a corrente de fase rotórica, com o motor funcionando com escorregamento “s”, é a mesma que se obteria, mantendo o rotor parado e aumentando o valor da resistência de fase rotórica para o valor R2/s.
Sendo s < 0 , R2/s > R2.
A rotação mecânica do rotor, produz o mesmo efeito do aumento da resistência de fase rotórica.
No transformador concebido acima:
V1 = – E1 e E2(1) = E1/m
Onde m = E1/E2(1) e E2(1) é a fem que se induz em cada fase rotórica quando o rotor ainda estiver parado, ou seja, s = 1.
O fluxo f1, que é o produto da indutância pela corrente que a atravessa, fica inalterado, tanto a vazio quanto com carga.
Se o motor funcionar com carga, em cada fase circulará a corrente:
Fontes:
MARTIGNONI, Afonso. Máquinas de corrente alternada. Editora Globo.Porto Alegre. RS.1968
GONÇALVES, João Roberto Vasco. Curso de reostatos líquidos. Vitória. ES. 2006
Roberto Vasco – 12/08/2007
Gostaria de saber alguma técnica de substituição de motores de indução com rotor bobinado para motor de indução com rotor de gaiola + soft start. Estou diante de um problema, temos um motor de 110cv 4 polos de rotor bobinado partindo com reostato, gostaria de trocar o tipo do acionamento para motor de indução com rotor de gaiola + soft start só que não sei qual motor de indução de gaiola colocar.
Um motor é dimencionado em função da carga que ele precisa acionar. Assim é preciso conhecer o tipo de carga, as características torque x velocidade, tempo de rotor bloqueado, tempo de aceleração, alem da tensão da rede de alimentação. Para o soft Starter voce precisa conhecer tudo isso e as caracteristicas do motor que voce tem. No presente caso se voce já tem um motor calculado para acionar a sua carga e está sendo satisfatório voce pode encontrar um motor de potencia equivalente, com rotor gaiola e pra não perder o motor de aneis existente voce pode mandar curtocircuitar os aneis, ou faze-lo na caixa de bornes do rotor, com barras, usando-o como reserva, e escolher no catalogo de soft staters uma que seja aprorpriada a ele. Por exemplo: no catálogo da WEG encontrei para uma potencia do motor 125 CV em 380 V a SSW03 plus170/220-440. Para motor dessa mesma potencia em 220V seria:SSW03plus290/220-440.
Boa tarde
Gostaria de ver este início da marcha de um motor até o seu curto circuitamento.
José fernando,
Voce pode ir a qualquer industria ou instalação onde exista um motor CA de aneis no circuito do rotor(bobinado do rotor) e as escovas sobre esses aneis ligadas a um reostato. No momento da partida o reostato está com o valor máximo de resistencia. Logo após a partida, começa a se movimentar pelo seu comando e vai diminuindo a resistencia que ele aplica ao circuito do rotor. No final do curso do reostato, sua resistencia ohmica é zerada, colocando o bobinado do rotor em curto circuito, ficando esse como um motor gaiola. Mas é claro, o circuito do estator(bobinas do estator nunca serão curtocircuitados.
sds,Roberto.
De acordo com o primeiro post, curto-circuitei o rotor do meu motor de anel que atualmente aciona a carga, utilizei uma soft-starter com uma potencia superior para acionar o motor. Porém o motor não partiu com a soft-starter, ele não consegue entrar em movimento. Tentei todas as parametrizações possiveis.
O problema é q o motor normalmente parte com plena carga e isto que prejudicou a aplicação da soft-starter. tentarei utulizar um motor de gaiola de potência 25% maior para ver se irá partir.
Tenho um motor de anel que trabalha com um banco de resistencia,usamos ele numa ponte rolante, o comando é uma reversora e tem 4 contatores auxiliares com temporizadores que trabalham sequencialmente para curto-circuitar as resistencias, ou seja, aceleração rotórica através de resistencia. Preciso saber se vc não tem o desenho elétrico desse comando ou onde posso encontrá-lo, pois o motor já queimou 3 vezes e não estamos encontrando a causa do problema. Outra pergunta é se após a bobinagem do motor o rotor precisa ser balanceado e se não for balanceado, isso pode provocar a queima do mesmo? O motor é 75 CV 6 polos da GE
Marco Antônio, vamos retalhar o problema em pequenos pedaçõs para analizar melhor. Os projetos de circuito de comando são bem parecidos mas sempre tem pequenas variações de fabricante para fabricante e alem disso, via de regra sempre estão bem mexidos por vários eletricistas, na pressa cada um da seus pulos pra sair do sufoco e depois nada mais confere com os desenhos originais. Assim o melhor caminho é numa pausa maior para manutenção, fazer um levantamento do circuito atual, corrigir os erros, atualizar e fazer o AS-BUILT(desenho atual).
Quanto ao balanceamento, apesar de não ser muito usual esse serviço, caso se identifique essa necessidade, deve ser feito sim. Já vi motor de ponte rolante como esse ser recondicionado às pressas em oficina de poucos recursos e depois de instalado o bicho vibrava e fazia tamto barulho que parecia um avião.
Quanto às queimas, muitas podem ser as causas, mas certamente sempre ocorrem por falta de proteção, pois quando existem e se um dia existiram, fatalmente já foram burladas e a desculpa é sempre a maldita pressa de liberar o equipamento para a operação. Quanto as causas de queima, são várias, mas podem ser identificadas cada vez que ocorrer, observando-se o aspecto do bobinado, como: Falta de fase, sobrecorrente, falta ou má refrigeração, enrolamento com classe de temperatura mais baixa que a necessária, regime de trabalho mais intenso para o qual o motor foi projetado, etc. Cada uma dessas causas está relacionada a um problema que pode e deve ser identificado e resolvido. Por exemplo: a falta de fase pode estar ligada a mau contato na chave reversora ou outros pontos, ou até mesmo nos pantóghrafos da ponte.A sobrecorrente pode estar relacionada a enrolamento incorreta ou ligação incorreta ou fechamento incorreto, mas pode tambem ser problemas mecanicos ficando o sistema mais pesado.A falta de refrigeração pode estar relacionada ao uso prolongado nas velocidades mais baixas onde a ventoinha roda menos e portanto sopra menos, havendo menas troca de calor que se acumula. Quanto a chasse de temperatura dos materiais isolantes dos bobinas, tem que especificar e exigir da oficina que enrole o motor com os materiais para as classes mais altas se necessário. O regime tambem é importante, ele tem que ser adequado ao ciclo de trabalho que opera. Como voce ve voce vai ter muito trabalho pela frente. Alem do caso do desenho, identificar as causas de queima, periodicamente rever as proteções e reinstala-las e quando elas operarem, acreditar que atuaram por uma causa e sempre que possível resolver ao inves de eliminar ou se o regime operacional não permitir, na primeira oportunidade acertar o que está fazendo atuar e depois reativar a proteção. Eu estou dando esse toque, mas eu sei que na industria, quando a coisa aperta, eliminam-se todas as proteções, fazem-se todos os jampers, calçam reles e botoes com palito, calça contator com uma ripa, vira o mundo pelo avesso, mas roda o sistema de qualquer jeito.
Estudante do Ensino Médio
gostaria de saber se existe uma maneira de ligar e desligar um comando de motor pela mesma botoeira ‘NA’?obrigado.
Enxiste más torna se mais caro voce vai usar mais contatores
entre em contato nelsonmtavares@ibest.com.br
Estou com um motor de aneis de 3cv 220v para fins didaticos e um banco de resistores que estão queimados sendo um resistor de 0,62 ohms e 200w 0utros dois de 0,25omhs 80w total são 9 resistores. estão ligados de modo quando o motor parte da uma resistencia a soma dos tres após a soma dos dois de 0,25 após 0,25.e por fim curto circuito o rotor.O preço dos resistores são caros os de 0,25/80w custaR$80,00 os de 0,62/200w custa R$180,00,sâo fabricados por encomenda. Será que consigo demostrar esse motor variando a velocidade na partida encontrando uma solução mais barata?
Gostaria de saber se é possível substituir um reostato de partida por um soft starter para partir um motor de anéis.
Grato
Ando a tentar executar a montagem de um painel eléctrico (circuito de comando e protecção) que inclua o circuito de accionamento e protecção de um motor sincrono trifasico, ligado em estrela triangulo em que o arranque será efectuado como motor assíncrono e que passa depois a síncrono.
O motor é o seguinte: 64-520: Three Phase Syncon./Assyncronous Motor/Generator – Slip Ring ;
ja pesquisei bastante mas nao encontro nada acerca desta transição assíncrono para sincrono..
cumprimentos
Tiago Augusto, deixe seu e-mail para que eu possa te enviar o material solicitado.
Partida assíncrona
O principal método utilizado para partida dos motores síncronos
é a partida assíncrona através da gaiola de esquilo com o
enrolamento do rotor curto-circuitado ou conectado a uma
resistência usualmente chamada resistência de partida ou
resistência de descarga.
Através da partida assíncrona, o rotor acelera a uma velocidade
muito próxima da velocidade síncrona, com um pequeno
escorregamento em relação ao campo girante. Neste momento,
aplica-se uma corrente contínua no enrolamento do rotor,
levando o motor ao sincronismo.
O primeiro passo para partida de um motor síncrono
consiste em aplicar tensão no estator por meio de um
contactor magnético ou disjuntor.
A ligação de um resistor em paralelo com o campo do
motor, durante a partida é efetuada por um contator
de campo. A aplicação ótima de excitação (isto é, o
fechamento do contator de campo) requer precisa
leitura da velocidade do motor e ângulo do rotor.
Maiores detalhes, deixe o seu e-mail para o envio do material.
Alexandre Bernardes, O soft Starter serve exatamente para isso. Realizar a partida de motores. Nesse caso voce não necessita mais de reostato, pois a função toda é assumida pelo soft starter, que realiza uma rampa de tensão desde a tensão de pedestal até a tensão plena, incluindo funções extras como limitação de corrente, proteção de sobrecarga, tempo de rampa de aceleração e desaceleração e muitas outras.
Neri Moreira,voce teria algumas opções:
1-Curtocircuitar os aneis e fazer uma partida estrela/triangulo,
2-Comprar os fios de nioquel-cromo de bitola adequada e reconstituir os resistores aproveitando a mesma estrutura isolante,
3-Tentar construir um reostato líquido, o que seria uma bela aventura, pois voce teria que pesquisar e testar muito para calcular, descobrir a concentração ideal da solução, o tipo de variação solução/eletrodos o que determinaria a necessidade ou não de cubas eletrolíticas, método da acionamento pró variação da resistência e principalmente muitos ensaios, até conseguir uma boa performance de partida e aceleração da carga. Da um trabalão danado, mas tem uma excente performance. Para voce ter uma idéia, tenho trabalhado na reconstituição e manutenção desses tipos de reostato até a faixa para motores de 4000KW.
Kleber, deixe o seu e-mail que te enviarei uma sugestão barata, usando apenas mais um relé de comando.
Boa tarde!
Tenho um motor de 35cv em 440v acionado por inversor e ja queimamos um inverosr devido ao numero de partidas.(ponte rolante)Gostaria de saber sobre a aplicação com inversor e resistencia de partida funcionando em conjunto.
Atenciosamente
Ilson
p.s parabens esta foram as informações sobre o assunto mais didaticas que vi na rede.
Tenho um motor de 350cv de rotor bobinado aneis para ligar um moinho de calcario, ele deve arrancar com umas 40 toneladas, como faço se não tenho o reostato e onde procuro ja q meus diretores compraram este motor sem placa nenhuma, conseguimos fazer funcionar ligando em estrela e aplicando uma tensão d 380v direta o motor é de baixa rotação e funcionou em vazio, tu tem algum esquema de ligação ou como substituir o reostato, quando funcionou estavamos com o rotor curtocircuitado
Boa tarde, Gustavo Roberto! Li os questionamentos e suas respostas, e me ocorreu solicitar sua ajuda em um problema que me foi posto e ao qual não sei como resolver. É o seguinte: Em um motor elétrico (bi-partida?) de 35CV utilizado em sistemas de refrigeração como dimensionar o contator e o relé? Encontro algo sobre motor elétrico de duas bobinas, ou motor elétrico de fase bipartida. O que existe realmente e como dimensionar o contator e o rele´?
Pelo que possa me responder, agradeço antecipadamente.
Sadi Macedo
Ilsom on, boa tarde.
Quanto a queima do inversor o que posso dizer é que se este está bem dimensionado e segue as indicações do fabricante quanto as instalações,arrefecimento, etc, não pode queimar.
Quanto a utilização combinada do resitor com ele, conforme voce mencionou, não é usual e aliás pode ser até prejudicial pois vai alterar as características e seguramente o desempenho.
O que voce pode e deve fazer é estudar bem suas condições, fazer uma parametrização adequada a sua aplicação, talvez utilizar até o modo vetorial e seguir as especificações sobre o regime de trabalho da sua máquina.
Quanto a queima do inversor, voce tem que ver mais especificamente o que queimou(Ponte retificadora, IGBTs, banco de capacitores,ETC…?) Isso poderá determinar com mais segurança aa causas e nortear medidas corretivas.
robertovasco@hotmail.com
Sadi Macedo.
O contator e o relé é fácil, uma vez que voce tem a potencia, 35 CV. Aí voce consulta a tabela do fabricante de contatores e relés e se sai bem. Por exemplo: No catalogo de componentes WEG indica para uma potencia de 35 CV em 380 volts o contator:CWM65(40CV)para motor trifásico, corrente máx.no regime AC3 de 65 A. O rele termico do mesmo fabricante adequado a esse contator é o RW67.1D, com a faixa de ajuste adequada à In(nominal) do seu motor, p. ex:25 a 40 A.
Quanto ao tipo de motor, não entendi bem qual é o seu caso, se trata-se de motor de duas velocidades com enrolamentos separados, motor de duas velocidades com enrolamentos por comutação de polos se são trifásicos ou não.
Robertovasco@hotmail.com
Adriano Barrozo,boa tarde,
Como voce tem falta de alguns dados importantes, temos que garimpar um pouco para tentar formar uma idéia. Eu não tenho em mãos no momento um catálogo de motor bobinado. Mas como voce rodou com rotor em curto, com uma tensão de 380V e sabe que a velocidade é baixa vou me basear num motor trifásico gaila de 380V, 8 polos do qual tenho o catálogo da WEG.La indica que para um motor de 350 CV, 8 polos, velocidade 890 rpm(escorregamento 1%),uma corrente de 521,857 A em 380V.Conjugado nominal de 285 Kgfm, conjugado com rotor bloqueado Cp/Cn=1,9.Com esses dados, para voce calcular o valor da resistencia por fase conforme indicado abaixo, só falta voce obter a resistencia por fase do circuito do rotor, o que voce pode fazer medindo com um microhmimetro.
Cálculo de um reostato –
Sabe-se que mantendo-se constante a torção motora, o escorregamento é diretamente proporcional a resistência rotórica.
Assim, se S1 é o escorregamento relativo a resistência rotórica R1, capaz de criar uma torção C. (Torção = Torque = conjugado).
Desejando-se criar a mesma torção com o escorregamento S2, por exemplo, maior do que S1, é preciso que a resistência rotórica tenha um valor total Rt definido pela seguinte proporção: Rt:R2 = S2:S1 .
O valor da resistência a ser inserida em cada fase é: R = Rt – R1.
O valor dessa resistência pode ser obtido através dessa proporção:
[(Rt – R1)/R1] = [(S2 – S1)/S1]
Donde: R = Rt – R1 = R2 . (S2-S1)/S1,
Em se tratando da partida, quando S1=1 (escorregamento 100%),a resistência de partida será: Ra = R1. (1-S1)/S1.
Considerando agora o escorregamento nominal Sn, ou a plena carga:
Ra = R2 . (1-Sn)/Sn.
Exemplo:
Se um motor funciona a plena carga com um escorregamento de 3% e deseja-se acelerar o motor com uma torção igual ao da plena carga:
Ra = R1 . (1-0,03)/0,03 = R1 . 32,3.
Robertovasco@hotmail.com
Adriano barroso, tem mais a considerar, a potencia do reostato, baseada na corrente que circula por ele, que é maior que a corrente do estator. Para saber qual é a relação é facil. Voce deixa as ligações do rotor abertas, trava o rotor energiza e mede a a tensão obtida no bobinado do rotor. Dividindo a tensão do estator pela do rotor voce tira a relação. Essa mesma relação voce aplica no calculo da corrente. Por exemplo: se voce aplicou 380V e obteve 253,33 V a relação é aprox.1,5. Então a corrente no rotor será 1,5 vezes maior qie a do estator. Com essa corrente voce vai ter uma idéia da bitola do fio ou fitas de NiCr do reostato.
robertovasco@hotmail.com
Boa Noite !
Roberto estou no quinto ano de engenharia eletrica e o meu tcc sera um dispositivo de partidade motor trifasico bobinado com resistencia eletronica utilizando IGBT´s. Vou utilizar um motor da fundação onde estudo, porém preciso levantar o circuito equivalente deste motor primeiro. Para dai comecar a projetar a eletronica com base nestes dados. Queria saber se vc tem alguma teoria a respeito de partida com dispositivo de eletronica de potencia e algum roteiro para os testes para levantar o circuito equivalente do motor.
Agradeço muito a atenção e fico no aguardo a
abraços
Caros amigos,
Trabalho em uma fábrica de papel onde as caixas de ligações dos motores são vedadas com silicone transparente. Ouvi dizer que este produto possui um ácido corrosivo que afeta a isolação do motor.
Também ouvi dizer que há um silicone de cor escura que é próprio para este fim.
Alguém sabe algo a respeito ou já viveu uma situação parecida.
Também preciso de informações técnicas consistente para elaborar um parecer técnico.
Agradeço se puderem me ajudar.
Obrigado,
Lincoln
Caro Roberto, parabéns pelo espaço e pelas ótimas respostas.
Gostaria de saber se existe uma maneira de ligar e desligar um comando de motor pela mesma botoeira ‘NA’? obrigado. [2]
Se puder enviar o material, eu agradeço. Meu email é jairo.alves@arcelor.com.br
lincoln, O ácido acético que serve de solvente para o silicone se desprende somente quando ele ainda está pastoso. Depois de seco não. Então o jeito é esperar secar antes de colocar a tampa no lugar. Existem produtos a base de borracha butilica mas seus solventes geralmente são compostos que tambem podem atacar o esmalte dos fios magnéticos. Sei que existem outros, tipo veda junta automotivo sem os produtos agressivos, Não me lembro quais no momento. Mas voce pode procurar fornecedores como por exemplo a loctite ou dar uma olhada na revista NEI, que sempre traz alguma coisa. Mas essa coisa do silicone é uma aplicação tipicamente industrial e adaptativa. Nas oficinas geralmente a gente usa os perfís de borracha usados para fabricar O-ring por exemplo, corta na medida necessária e cola com super bonder, IS12 ou (outra a base de ciano-acrilato) e coloca na cavidade onde saiu a borracha antiga, depois de removida. Quando não tenha cavidade, é plano, voce pode usar o perfil em forma de fita(plano) de espessura conveniente, colada numa das partes.
Gustavo Leite, entre em contato comigo pelo e-mail: robertovasco@hotmail.com porque o assunto é meio longo e precisamos esclarecer algumas dúvidas antes. Por exemplo: se voce vai comutar a resistencia externa a ser ligada ao rotor através dos IGBTs usados como chaves ou se voce pensa em variar o fator de potência pelo chaveamento dos IGBTs no circuito rotórico, através de um sinal PWM, o que é muito mais complexo.
Tenho dois motores de levantamento de uma ponte rolante,50cv 8polos,necessito curto circuitar os mesmos e agregar inversor de frequencia.
Existe cuidados que tenho que tomar.
Existe alguma experiencia em algum caso ja realizado,e o que foi considerado.
Solicito ajuda.
Grato.
Gostaria de saber como é o fechamento de um motor em uma ligação de soft-starter?Obrigado
Everton, boa noite. O soft starter permite duas formas de ligação. A mais simples é aquela que voce entra com a alimentação em R,S,T e com os terminais do motor em U,V,W. A outra forma, tambem constante do manual de usuário do soft starter é aquela em que ele entra fazendo o fechamento de um motor de 6 pontas, ou seja: R fecha com 6/W2 e vai a fase R; S fecha com 4/U2 e vai a fase S e T fecha com 5/V2 e vai a fase T. Fecha Ucom1/U1, fecha V com 2/V1 e fecha W com 3/W1
Para um motoe de 12 cabos voce tem duas possibilidades:Duplo delta série e duplo delta paralelo. No duplo delta serie voce liga:
R com 12/W4 e liga na fase R; ; S com 10U4 e liga na fase S e T com 11V4 e liga na fase T; liga U a 1/U1; liga a 2/V1, liga W a 3/w1; fecha 4/U2 com 7/U3, fecha 5/V2 com 8/V3 e fecha 6W2 com 9W3.
Para o duplo delta paralelo voce fecha: R+6/W2+12/W4 e liga a fase R, fecha S+4U2+10/U4 e liga a fase S; fecha T+5V2+11V4 e liga a fase T. Fecha U+1/U1; V+2/V1+8V/3 e W+3/W1.
No csa dessas ligações no meio do fechamento voce tem que ter muita atenção para não errar pois pode queimar o soft-starter, fechar curto ou o motor não rodar direito ou rodar com corrente alta demais.As numeraçoes de cabos de 1 a 6 são o padrão americano e as letras seguidas de numeros padrão atual.
sds,Roberto Vasco
Marcos, boa noite. A priori não há nenhum inconveniente nem cuidados especiais. O fechamento deve ser feito de preferencia dentro do próprio motor ou no máximo em sua caixa de bornes.Evitar fazer lá no painel.
sds,Roberto Vasco
Boa tarde.
Estou com prloblemas em um portico que utiliza um motor trifasico de 25cv/380V/1160rpm com rotor bobinado. Fiz a reforma dos paineis para alimentação e reversão dos mesmos, este painel controla tambem a retirada dos bancos de resistencias para a variação de velocidade, este motor esta acoplado a um redutor de engrenagem que gira um dromo para enrolamento do cabo de aço para elevação de uma carga de 20 tons, para subir o motor se comporta normalmente e tem uma variação de velocidade conforme são retiradas as resistencias do rotor, mas para descer a inércia da carga faz com que ele seja arrastado pela carga e não consigo ter um controle(gira na velocidade maxima), a corrente tambem fica muito baixa (19A), outro detalhe é que este motor foi enrolado e depois disto não foi testado com carga.
Oque quero saber é se este motor com o maximo de resistencia tem força suficiente para segurar a inercia gerada pelo peso, se alguma falha no enrolamento poderia ocasionar esta falha e outros motivos que possam ocasionar a mesma, se tiver algum material técnico favor me enviar.
Obrigado.
André, bom dia. Antes de qualquer coisa me informe se esse é um motor comum ou daqueles especiais com rotor cônico e molas de retorno com parafuso/porca de ajuste e possivelmente um sistema de freio ou embreagem magnética, tambem com majuste. Já trabalhei com equipamentos com perfil de funcionamento cmo esse que voce está falando, porem com o motor especial como disse. Num desses casos o motor ficava ligado sempre no mesmo sentido e as resistencias entrava e saíam conforme solicitação da carga, via dispositivo eletromecânico que acionava interruptores que comandavam os contatores da resistencia de modo a equilibrar sempre a carga.
Deixe seu e-mail para conversar-mos mais sobre o caso.
Roberto vasco ( robertovasco@hotmail.com )
Roberto Vasco, show de bola o seu blog…e o beneficios e feed-back que voce tem dado…..Meus Parabens…Atc. Josuelso – Votorantim Cimentos
Tenho um motor com rotor bobinado de 180cv aplicado num moinho de pedra, substitui as resistencias do rotor por um curto-circuto nos colectores e apliquei um softstarter da telemecanique ATS48C32Q, o motor não consegue arrancar, já tenho os parametros de binario no maximo, estou a limitar a corrente de arranque nos 900 Amp que é a potencia do meu Posto de Transformação, alguem tem alguma ideia para resover este problema ?
A.Mariano
Mariano, os motores trifásicos possuem uma corrente de partida Ip/In=7 vezes a corrente nominal. É possível que a limitação de corrente aplicada não o faça criar fluxo e então conjugado suficiente para partir. Pensando assim, é possível que a partida com a limitação de corrente não seja possível. Uma saída possível seria partir com rampa de tensão e usar a função pulso de partida que geralmente os soft starters possuem. Nos soft da WEG se chamam Kick start, parametros P41= pulso de tensão de partida(segundos) e P42=nível do pulso de tensão na partida(% da tensão nominal, utilizada para aplicações específicas onde haja uma grande resistencia inicial ao movimento. Outros parametros deverão ser ajustados em função da necessidade de partida como: Tensão inicial, tempo de rampa de aceleração, corrente nominal do motor, etc.
robertovasco@hotmail.com
Gustavo, (ou um voluntário…) será que poderia ajudar em uma dúvida que me ocorreu???
Sou estudante e, analizando os métodos de partida de motores trifásicos, constatei que, quando deseja-se partidas suaves para motores de indução de rotor de gaiola, comumente usa-se chaves de estado sólido, as soft starters.E, quando deseja-se partir um motor de rotor bobinado, utiliza-se reostatos. Gostaria de saber se quando temos uma aplicação em que a carga apresenta um momento de inércia muito elevado, minha melhor opção seria mesmo o emprego de um motor de rotor bobinado (e se essa caracteriza sua melhor aplicação);e se o descarte do uso de um motor gaiola de esquilo está respaldado unicamente pelo fato de este não oferecer o torque necessário no momento da partida (existe recursos para mudar isso?).E no caso do motor síncrono? Ele atenderia as demandas de torque da minha aplicação?Se sim, que fatores devo considerar para fazer minha escolha? Agora, quanto aos equipamentos utilizados para partida de motores de indução,devo dizer que me espantei com a diferença física, de porte mesmo; entre soft starters e reostatos. Reostatos são equipamentos grandes e ao meu ver demasiadamente “mecânicos” e “quadrados”… esperava algo mais automatizado… como uma soft starter. Por que não posso usar uma soft starter para acionar um motor de rotor bobinado? (me desculpe se essa pergunta lhe parecer boba..).Essa proibição deve-se somente à potência insuficiente dos dispositivos semicondutores que constituem esse tipo de chave?Eles não suportariam uma partida de um motor de rotor bobibnado, ou, esse tipo de ligação seria fisicamente impossível?Os reostatos são mesmo minha única opção para uma partida de motores de rotor bobinado?
Agradeço desde já!
T. Fernanda
Fernanda, bom dia. Esse é um assunto muito vasto para ser respondido na base do sim ou não. DEIXE SEU E-MAIL ou entre em contato comigo( robertovasco@hotmail.com ) que vou te mandar um texto um pouco melhor.
No entanto posso dizer em poucas palavras:
1 Um motor de rotor bobinado com o circuito rotórico em curto circuito, funciona exatamente igual ao motor assincrono com rotor gaiola.
2- tudo que o motor de rotor bobinado com reostato faz em termos de partida, os soft starters atuais fazem.
3- Quanto a potencia dos soft-startes, sua especificação depende da carga que o motor dever acionar. Hoje no mercado temos para motores de até 500 CV em baixa tensão(até 600 V) e maoiores em alta tensão(3800 a 6000 volts).
4- Nos soft starters temos a oportunidade de adaptar o modo de funcionamento da partida as caracteristicas de partida exigidas pela carga, como momento de inercia, etc, via parametrização.
5- O tabalho do sistema de motor de rotor bobinado com resostato era principalmente fazer com que a condição de torque máximo ocorresse a cada momento(valor de velocidade x escorregamento) da partida. Alem disso limitar a corrente de partida, sem prejuízo do torque, uma vez que o reostato no circuito rotórico produzia um refasamento(melhorava o cosseno fi) e com isso dispunha-se se maior potencia ativa(a que efetivamente produz trabalho).
6- Os atuais soft starters reproduzem isso eletronicamente, isto é: Os tiristores(dois por fase ligados em paraleo porem em sentido inverso em relação ao outro,são gatilhados num angulo de condução mínimo, conforme a tensão de pedestal escolhida, e vão até o angulo de condução máximo, tensão plena, fazendo uma rampa escolhida apropriadamente via parametrização….
robertovasco@hotmail.com
Obrigado pelo esclarecimento! Meu e-mail é thamifs@gmail.com ou thamifs@hotmail.com, gostaria muito de alguma literatura que me fornessesse mais informações sobre este assunto!!!
Obrigado pelo esclarecimento!!!Mas, ainda não compreendi algumas coisas.Alguma literatura sobre este assunto seria muito bem-vinda! Meu e-mail é thamifs@gmail.com ou, thamifs@hotmail.com.
Mais uma vez, obrigada!
Uma pequena duvida!
Eu não entendi muito bem o post!
Desde ja muito obrigada!
Flávia!
Gostaria de saber se da funcionar um motor trifasico com 4 velocidades diferentes, sem o inversor de frequencia, por sistemas de resistores.
Edilson, boa tarde. Sim, se esse for um motor de rotor bobinado e houver disponível um banco de resistores fracionado em quatro estágios e devidamente calculado, tipo aquele sistema usado em pontes rolantes.Mas tenha em mente que todas aquelas considerações para a partida e operação de motores de rotor bobinado continuam valendo principalmente aquela da curva Conjugado x velocidade e conjugado x escorregamento(lembra delas ?).Ou seja: aquela resistencia para o circuito de rotor que voce calculou para levar a condição de conjugado máximo para o momento da partida, que até determinada velocidade estava ajudando, a proporção que a velocidade rotórica aumenta, ela começa a atrapalhar, ou seja a disponibilidade de conjugado passa a diminuir. No caso dessas resistencias serem usadas para partida, ela vai sendo automaticamente diminuída a medida que a velocidade avança(reostato)mantendo a condição de torque máximo durante todo o periodo de aceleração da máquina.Mas se voce usa para controlar a velocidade, seguramente em dadas velocidades voce ficará com torque(conjugado) prejudicado, então a máquina teria que ter a potência adequada para sustentar a carga nessas condições.
robertovasco@hotmail.com
Edilson, boa noite. Relendo a sua pergunta percebi que voce se refere a um motor assincrono de indução com o rotor gaiola(o tipo mais comum encontrado. Nesse caso a resposta é não, pois quando voce insere resistencias em serie , a tensão de alimentação diminui e com isso tambem a velocidade. O problema é que o motor tambem perde o Torque(conjugado) que é o esforço de torção no eixo(O motor ” fica fraco” e não consegue acionar a carga). Com o inversor voce consegue variar a velocidade sem perder torque porque este varia ao mesmo tempo a tensão e a frequencia e por isso mantem o fluxo = tensão/frequencia. Então tambem mantem o torque que é igual ao fluxo vezes a corrente rotórica.
robertovasco@hotmail.com
ola!eu gostaria de receber no meu email um diagrama de enrolamento de motor eletrico pois estou com algumas duvidas se vocês puderem me mandar ficarei muinto grato!obrigada
ola!eu gostaria de receber no meu email um diagrama de enrolamento de motor eletrico pois estou com algumas duvidas se vocês puderem me mandar ficarei muinto grato!obrigada
sauloeletr@hotmail.com
Saulo, boa noite. Voce teria que ser mais específico, pois são muitas páginas do manual de bobinagem para escolher.
Tem que especificar pelo menos:monofásico ou trifásico, numero de polos, numero de ranhuras, numero de cabos de saída para a caixa de bornes do motor.
sds, robertovasco@hotmail.com
Como fazer ligação de motor 6 pontas em 440V
EMERSON, BOM DIA. O CORRETO É SEMPRE SEGUIR A PLACA, CASO ELA AINDA EXISTA. MAS COMO REGRA GERAL TEMOS:
1+6 = R ; 2+4 = S ; 3+5 = T ; PARA LIGAÇÃO EM TRIANGULO.
1 = R ; 2 = S; 3 = T e 4+5+6 UNIDOS E ISOLADOS.
iSSO REFERINDO-SE AO PADRÃO AMERICANO (NUMEROS).
nO PADRÃO EUROPEU 1=U, 2=V , 3=W, 4=X, 5=Y e 6=Z.
jÁ EXISTE UM PADRÃO NOVO QUE ASSOCIA NUMEROS E LETRAS.
robertovasco@hotmail.com
Bom dia, quero salientar que o motor deverá accionar um moinho de clínquer para a obtenção de cimento.
Heitor, pelo que vejo a parte mais importante para o entendimento do assunto foi suprimida no texto acima, o que impossibilita a resposta.
robertovasco@hotmail.com
CARO JOAO ROBERTO GOSTARIA DE SABER QUAL A COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO LIQUIDA PARA REOSTATO E SE VOCE CONHECE O FERROFORM E SUA COMPOSIÇÃO.
Em princípio qualquer solução eletrolítica funciona, mas por questões de estabilidade, não ataque aos eletrodos, etc, geralmente se usa uma solução de carbonato de sódio(Na2CO3). A concentração em gramas/litro que corresponde a uma determinada resistividade depende do valor ohmico final percebido nos bornes do reostaro, das dimensções das placas dos eletrodos e do tipo de montagem, arranjo ou funcionamento do mesmo. Os reostatos de variação pela distancia entre as placas precisam de cubas eletrolíticas envolvendo separadamente cada eletrodo. Os de variação de área coberta pelo eletrólito não precisam.
O Ferroform é um produto comercial constituído basicamente de carbonato de sódio mais aditivos estabilizantes como por exemplo o fosfato de sódio em pequenas quantidades. A curva de variação de concentração x resistividade do Ferroform é bem parecida a do carbonato de sódio de mesma concentração.
A pesagem do carbonato para obter a concentração requerida depende do tipo do sal, se é anidro(Na2CO3) ou hidratado nas formas Na2CO3.10H2O ou Na2CO3.20H2O. Por exemplo: para obter a mesma quantidade equivalente os anidro(Na2CO3) voce teria que pesar 4,39 vezes mais. Isso devido a diferença de peso molecular entre os dois.
robertovasco@hotmail.com
Prezado Dr. Gustavo Roberto, boa tarde.
Venho por meio deste, solicitar informação de como ligar um motor que usamos em misturador no laboratório da USP São Paulo. Este motor é alimentado em 110v CA por meio de um circuito de redução da velocidade, o qual tem saída de 4 fios com as seguintes identificações: AA EE e tambem com as mesmas identificações nos bornes de ligação do motor. Gostariamos de saber se estes fios AA EE podem ser ligados curtocircuitando-se A com A e E com E, pois estamos com problemas no redutor (Circuito eletronico) e não encontramos no mercado outro parecido, pretendemos instalar um com duas saidas. Se curtocircuitar-mos podemos alimenta-lo com 110 V.? Existe outra forma ?
Certo q seremos prontamnete atidido, desde já lhe agradecemos mui,
Atenciosamente.
Josué
Josué, preciso que forneças o nome do fabricante e modelo que constam na plaqueta de dados caracteristicos do motor e do controlador. É muito perigoso opinar sem conhecer o equipamento e sua concepção. Não se pode sair ligando fios sem conhecer exatamente o que fazem ou como são liagados internamente sob pena de destruir definitivamente o equipamento ou até provocando algum acidente. Já pensou se esse for um motor de passo onde AA e EE sejam terminais das bobinas que funcionam com 24VCC e o aparelho controlador de velocidade seja ligado em 110VCA e entregue à saída os sinis elétricos necessários ao funcionamento nas diversas situações.
OU SEJA A PRINCÍPIO O EQUIPAMENTO, MOTOR+CONTROLADOR, É UMA CAIXA PRETA E PODE SER QUALQUER COISA CONFORME DETERMINADA CONCEPÇÃO DO FABRICANTE, Daí a necessidade de maiores informações para analizar e opinar.
robertovasco@hotmail.com
o cabo quadruplex PE AL 3x1x16mm2 toca um motor trifásico em 220V a uma distancia Aproximadamente de 260 mt dede já muito obrigado
Marcio, favor refazer a consulta, creio que o texto está incompleto e não dá pra saber a informação que você necessita, se possível para o e-mail: robertovasco@hotmail.com
Possuo um motor de 560 kW, 6 polos, tensão nominal 6.000 V, rotor bobinado, reostato compatível com a potência, com a função de acionar um exaustor.
Posso alimentá-lo numa tensão de rede de 6.600 V? Observar que a tensão da rede é superior em 10% à tensão nominaldo motor.
Quais os eventuais problemas que podem ocorrer nesta situação?
Possuo um motor de 560 kW, 6 polos, tensão nominal 6.000 V, rotor bobinado, reostato compatível com a potência, com a função de acionar um exaustor.
Posso alimentá-lo numa tensão de rede de 6.600 V? Observar que a tensão da rede é superior em 10% à tensão nominaldo motor.
Quais os eventuais problemas que podem ocorrer nesta situação?
Segue novamente em função do endereço de e-mail ter seguido errado.
Pode acontecer de furar o isolamento em algum ponto principalmente se a resistencia de isolamento não estiver com valores altos. Pode tambem haver uma corrente acima do valor nominal acarretando uma elevação anormal de temperatura no bobinado e estas condições determinarem a queima do motor, porisso teria que ser avaliado muito criteriosamente.
The 3 phase electric power is common way of alternating current transmission and it is a type of polyphase system and is the common method used by electric power distribution grids to distribute power. That looks like exactly the 3 phase alternator I’ve been looking for.
quero saber o que e motor de um rotor
Mira, não entendi direito a sua pergunta, mas se voce se refere às partes que constituem o motor essas são:
Rotor: a parte girante e
Estator: a parte fixa.
robertovasco@hotmail.com
Caro Roberto Vasco, Boa Tarde.
Tenho 4 dúvidas a respeito do método de partida com reostatos líquidos em média tensão (4,16KV) e motores acionados com potência que varia entre 2000KW a 4000KW :
1) O modelo do circuito equivalente de um MIRB citado nestas literaturas pode ser utilizado em motores destas grandezas de potência :
KRAUSE,Paul. Analysis of Electrc Machinery,1995.
Sen,P.C. Priciples of Electric Machines,1997.
2) Como determino o valor da resistência através do valor da concentração (ou o oposto, como determinar o valor da concentração, quando calculo um certo valor de resistência que me dará conjugado máximo na partida).
3) Como determino o circuito equivalente deste modelo de motor MIRB de 4000KW( encontro no projeto do motor, ou no catálogo do fabricante?)
4) Existe um motor que no momento do curtocircuitamento ele não atingiu sua velocidade nominal, então há um novo pico de corrente, este igual ao da corrente de partida. Para eliminar esta corrente de pico no curtocircuitamento deveria aumentar o valor da concentração, mas consequentemente aumentaria minha corrente de partida deixando esta em valores elevados podendo prejudicar a rede ja que este é o ultimo motor a partir. Existe algum prblema em deixar a corrente de partida igual a corrente de curtocircuitamento?
O por que das 3 dúvidas.
Tive um problema com um reostato desses certo tempo atrás(reostato que aciona um motor de 4000KW),utilizando analisador de energia observei que a curva de partida não era a ideal( uma corrente de partida baixa, e uma corrente de curtocircuitamento elevada). Então conclui que tinha que elevar o valor da concentração, mas não fazia a menor ideia qual o valor de concentração deveria colocar, então colocava um pouco de ferroform e analisava a curva de partida até achar o ponto que considerei ideal.
Como existe vários reostatos destes, vou tentar criar um progrma ou em matlab ou em C++, que com o valor da concentração determino a corrente de partida e a de curtocircuitamento.
deste já, grato.
Isaías, eu trabalhei muitos anos com isso e já estudei e produzi material de treinamento sobre o assunto, mas esse é grande demais pra falar aqui. SERIA MAIS INTERESSANTE DEIXAR SEU E-MAIL OU melhor entrar em contato pelo meu, robertovasco@hotmail.com para que eu mande algumas coisas que te interesse, mas vou tentar comentar brevemente essas perguntas:
1- Vários motores de 4000 KW trabalham com o reostato líquido sem problemas.
2- Existe um valor de resistividade (# => rô) relacionado com a concentração em gramas por litro. Como não poderia deixar de ser, é uma curva logarítmica. Para levantá-la, construimos uma célula de medição constituída de um tubo de PVC com duas arruelas de cobre no seu interior, tal que a relação l/S(comprimento sobre seção) era igual a 10. Como a Resistência é: R= rô*l/S, o rô fica: rô=R/10.
O passo seguinte foi ir para o laboratório e pesar quantidades crescentes de carbonato de sódio e ferroform, depois de devidamente seco em estufa a 130 graus por uma hora e resfriado em dessecador e produzir com eles soluções de concentração desde 1g/l até 30g/l e depois medido a resistencia de uma por uma usando uma ponte RLC com o sinal de medição em corrente alternada, para não polarizar os eletrodos do sensor e falsear a medida e anotado todos os valores e plotado um gráfico, que depois então serviu de referencia para toda vez que se medisse uma amostra da solução pegasse o seu valor e levasse no gráfico e descobrisse o seu g/l e comparar com o que o fabricante recomendou ou a medida que foi feito com a solução nova de quando funcionava bem.
3- O MIRB(Motor de indução de rotor bobinado)tem um esquema padrão de reprentação, alguns simplificados outros mais completos, mas basicamente é representado como se fosse um transformador em cuja malha do circuito primario entra a resistencia e reatancia do estator e na malha do secundario a resistencia e reatancia do rotor mais a resistencia externa do reostato, como voce encontra em qualquer livro de máquinas elétricas de CA.
4- Realmente aí existe um problema de ajuste na concentração da solução. Se fica diluída demais sua corrente de partida é bem baixa, ele vai acelerar bem menos e quando ligar o sistema de curtocircuitamento a corrente vai dar um pico violento podendo até desarmar tudo. Se ficar concentrada demais, o reostato não cumpre a sua função e voce terá uma corrente altíssima na partida e apesar disso, por se tratar de corrente muito defasada, não produz potência ativa e porisso o motor fica com conjugado de partida muito baixo, sem força. Então o certo é voce saber qual a concentração da solução correta, que deve vir na especificação do equipamento ou pegar um novo igual que esteja funcionado e medir e comparar para ver como está. Alternativamente voce tambem pode determinar a concentração quimicamente levando uma amostra para o laboratório e fazendo um teste de alcalinidade com viragem ao metilorange ou usando o phmetro como referencia(cerca de 4,5).
gostaria se saber se a possibilidade de colocar inversor de frequencia em um motor de rotor bobinado?
Não há problema. Voce curtocircuitar o rotor e alimenta normalmente o estator com o inversor como em qualquer gaiola.
sds, robertovasco@hotmail.com
Qual a influencia do ferroform no reostato liquido?
Quando eu coloco pouco ou muito, o que acontece?
Qual a contida por litro?
Edson,
- O ferroform é o nome comercial de um sal composto de Carbonato de sódio mais uma pequena quantidade de outro sal usado como estabilizante. Sua curva g/l x Ohms é bem próxima a do Carbonato de sódio (Na2CO3), não confundir com bicarbonato de sódio.
Esse produto é chamado soluto, que adicionado a água, que é o solvente utilizado, forma a solução eletrolítica.
-A solução eletrolítica tem uma concentração que depende do tipo e forma construtiva do reostato e das características eletromecânicas do motor e carga. Se voce coloca uma quantidade muito superior a dosagem recomendada a corrente de partida vai ficar muito alta e mesmo assim o motor ficará sem torque para movimentar a carga, podendo desarmar a proteção de sobrecorrente na partida. Se voce colocar uma quantidade muito menor que a rcomendada a corrente de partida será baixissima e da mesma forma não haverá torque para movimentar a carga e quando chegar o momento do curtocircuitamento a corrente será tão elevada que desarmará tambem a proteção de sobrecorrente. Quando a dosagem é correta os picos de corrente de partida e de curtocircuitamento praticamente ficam na mesma amplitude.
-A quantidade em gramas por litro depende do valor da concentração que o fabricante especifica para o reostato de determinado equipamento. Não é um valor fixo. Quanto a fazer a solução, vamos exemplificar: suponha que a sua solução deva ser de 3 gramas por litro e o volume de líquido do seu reostato seja de 1500 litris, então 3 x 1500 = 4500g ou 4,5Kg do Ferroform , se este for o produto usado.
robertovasco@hotmail.com
como sao despostos os contatores em cada banco de resistecias que controla a velocidade do motor, obs: envi um dezenho multifilar, sou eletricista de manutencção de pontrs rolantes. obrigado
Genildo, um banco de resistores é formado de três conjuntos de resistores em série (um para cada uma das tres pontas do rotor). No final de toda a série há o fechamento (interligação dos resistores dos conjuntos. O papel dos contatores é transferir esse fechamento para cada estágio (pedaço do conjunto). Então de um lado do contator entram tres cabos e do outro faz-se uma ligação de fechamento (curto circuito entre os tres polos). EX: Vamos supor que no circuito rotórico será ligado um banco contendo 09 resistores em serie para cada cabo de saída do rotor, e que a cada série de três resistores saia um cabo para ser ligado a um contator. Assim voce teria 3 contatores curtocircuitando estágios. No primeiro estágio nenhum contator é ligado e toda a resistencia está inserida. No segundo é ligado um contator que elimina os tres ultimos resistores em série. No terceiro estágio entra outro contator eliminando mais um estágio de modo a ficarem eliminados duas séries e assim sucessivamente até que no ultimo estágio entra o ultimo contator que coloca o rotor efetivamente em curto circuito passando esse a funcionar como um motor gaiola.
robertovasco@hotmail.com
Como ficaria o esquema de força e comando, para melhor compreedermo o fonciona o motor com rotor bobinado em conjunto com os resistores e contatores
Genildo, o circuito de força do estator é constituído, alem dos fusiveis e relé térmico de um contator dimensionado para a potencia do motor em questão, ou dois, caso seja um circuito reversível. No circuito rotórico é ligado um banco de resistores, fracionado em vários estágios (3 a 5), tambem calculado em função da potência do motor e da carga que ele arrasta. Sempre ocorre a partida com toda a resistencia inserira e os estágios vão sendo eliminados até o curto circuito rotórico atraves dos contatores comandados por botôes de tantos estágios quantos forem os contatores e por relés temporizadores que intervalam a ligação entre um estágio e outro, cuja regulagem de tempo está relacionada ao momento de inércia da carga. Alem disso os contatores são interlocados de forma que o consequente só liga se o antecedente já estiver ligado e depois do tempo determinado pelo rele temporizador. Esses dados são suficientes para voce desenhar o seu circuito de força e comando.
robertovasco@hotmail.com
Substituímos motores bobinados (39 e 69 KW) das elevações de uma ponte rolante, capacidade 185/30t, por motores de gaiola (45 e 75 KW, respectivamente) comandados por conversores (75 e 90 KW,repectivamente)e PLC. Não foi feito teste com carga nominal. Estamos inseguros com relação à operação. 1 – Quais os riscos técnicos a que estamos submetidos? 2 – Convém adquirirmos conversores reservas? 3 – Existe a possibilidade de encontrarmos dificuldades com relação às partidas com carga e movimentos suaves? 4 – O motor bobinado para ponte rolante pode realmente ser substituído, conforme feito, sem que nenhum inconveniente adicional em relação à carga ocorra (desde que bem dimensionado)? 5 – Por que o mercado oferece motor bobinado se o motor de gaiola com convesor tem melhor desempenho?
caro amigo Gustao roberto
queria saber do motor eberle 4 polos com ferro medindo 75mm diametro 79mm de comprimento 24 ranhuras;fio espiras e passo
pode me ajudar
Carlos:
1- Se for feito um bom projeto que culmine numa especificação correta não ocorrerão anormalidades.
2-Se seu processo é contínuo e não tem pulmão( tempo que pode ficar parado sem comprometer a produção ou perder uma partida de material produzido), é prudente manter reservas para substituições rápidas em caso de necessidade enquanto o outro é enviado para reparo.
3- Voce pode sentir dificuldades nos ajustes que atendam a dinâmica do equipamento (funcionamento com carga nos diversos movimentos.Seria interessante voce verificar as especificações de projeto e os dados que foram levados em conta e as medidas específicas adotadas para cada consideração.
4- Conforme o item 1 pode ser substituido sem problemas e até com vantagens e economia na manutenção de redutores que sofrerão muito menos desgastes.
5- Provavelmente o mercado ofereça porque ainda existem muitos instalados e quem tem ainda não conseguiu investir na mudança do sistema atual que tem um cálculo de tempo de retorno do investimento.
robertovasco@hotmail.com
Tenho um motor de aneis de 40Kw quero trocar para um motor de gaiola.
Existe diferença entre os motores de aneis e gaiola em relação a potencia deles?
Se tiver teria como mandar a formula de calcular a potencia dos mesmo?:Obrigado
bom dia eu estou com un motor 24vcc que gira uma maquina de medidas de precisão ,en tão preciso fazer para assin que atingir a contagem atraves de un freio….sabemos que motores ca freiomos com motofreio e tanbem retificando com diodo , para motores com 24vcc
como serio o freio para motores 24 vcc
Sidney, primeiro é preciso saber exatamento o tipo do seu motor CC, para depois especificar o tipo de frenagem. Em motores de tração por exemplo é comum no momento da frenagem deligar a alimentação do campo de sua fonte e alimentá-lo com a própria tensão da armadura com polaridade invertida. assim, quanto maior for a tendencia ao movimento maior será a tendencia ao freio. Isso desacelera, mas para manter freado precisa de um freio de ancoragem ( mecânico ).
Douglas, isso depende muito da sua situação:
- Se voce tinha Um motor de anéis onde estavam conectados grupos de resistencia demarrados com contatores e agora possui um inversor para acionar o motor/carga, é só curtocircuitar os aneis.
- Se vocer que aplicá-lo em outro lugar que não seja em circuito de elevação, tração ou outros que dependam de controle de torque nas partidas, acelerações e desaceleraçãoes, voce deve procurar conhecer as características eletromecânicas de sua carga e o ciclo de trabalho e verificar se o conjugado de partida do motor de aneis curtocircuitado é suficiente para partir e acelerar a carga sem elevar demais a corrente e sem elevar muito a temperatura.
robertovasco@hotmail.com
Bom dia, qual o cuidado que devo ter com o motor de rotor bobinado?
Aguardo sua resposta, e tenha um bom dia.
O motor de rotor bobinado possui algumas particularidades que merecem atenção especial. Alguns motores de grande potencia possuem um sistema de levantamento das escovas e curto circuito do rotor que precisam funcionar sincronicamente no momento certo, isto é parte com as escovas apoiadas sobre os aneis até que o reostato chegue ao final do curso e depois o rotor é curtocircuitado por um sistema próprio e em seguida as escovas são levantadas. Como são peças móveis ficam sujeitos a desgaste que precisam ser periodicamente avaliados e substituido o que for necessário.
Outros motores de aneis não possuem este sistema, mas ainda tem os aneis e as escovas sujeitos a desgastes e as bainhas e molas do porta escovas que precisam ser verificados periódicamente. A especificação das escovas e sua qualidade precisam ser mantidas. A medição de isolamento periodica tem que ser feita criteriosamente e avaliados os resuktados, por que esses motores tem uma tendência a baixar o isolamento devido ao pó de escovas e umidade. Os aneis precisam ser tambem avaliados periodicamente quanto a desgastes, ovalizações, queimas por centelhamentos, etc.
boa noite queria saber o real funcionamento do reostato liquido, a agua estando em repouso, quando ele parte em paralelo com o acionamento principal, liga a bomba de agua do reostato curto circuitando os resistores e assim aumentado a velocidade do motor ate o fecchamento de curto circuito, é isso? ou mais ?
Paulo, o tanque inferior é só um depósito. Na caixa superior estão os eletrodos (Placas metálicas), que ficam encobertos pelo nível mínimo do tanque apenas o suficiente para não deixar o circuito aberto. Essa é a situação de resistência máxima inserida no circuito do rotor. Quando se dá a partida a bomba funciona e começa a aumentar o nível do tanque superior e as placas vão sendo submersas e a resistencia elétrica vai diminuindo até que quando chega no nível máximo a resistência é mínima e o sensor de nível superior comanda a entrada do contator de curtocircuitamento. Depois disso a bomba desliga e a solução retorna por gravidade. Quando voce coloca uma resistencia mínima e vai diminuindo o motor vai acelerando. A função do reostato é limitar a corrente de partida e colocar a situação de torque máximo a cada momento desta. A resistência tem que ir diminuindo porque a mesma resistencia que estava ajudando no começo, começa a atrapalhar depois que a velocidade aumenta. Mas isso é uma teoria que voce encontra no livro máquinas elétricas de CA.Proibitivo para falar aqui.
robertovasco@hotmail.com
obrigado pela informação, outra pergunta.
sobre a partida dos motores de aneis, porque tem motores após o reostato fechar a estrela os porta escovas saem ou eles levantam, não precisando mais de escovas? jjá outros casos em que elas permanecem?
Paulo, reamente isso acontece. Alguns motores depois que a resistencia fica a mínima possível ou quase o curto circuito passam a funcionar como um motor de rotor gaiola, então um dispositivo curto circuita os aneis e não precisando mais das escovas outro dispositivo as levanta.
Mas em alguns casos pretende-se utililizar uma pequena margem de variação de velocidade dento de uma faixa de variação, digamos de 95 a 100% que não prejudique muito o torque, consultar curva torque x velocidade. Nesses casos o resostato deve ser dotado de um sistema de refrigeração que geralmente é feito com uma serpentina onde circula água de refrigeração em seu interior. Essa serpentina fica mergulhada na solução. Em outros casos o trocador de calor é externo e a solução do reostato circula por um radiador refrigerado a ventilador ou de outro modo. Nesses tipos o desgaste dos eletrodos tambem é mais acentuado se em reostatos líquidos ou o desgaste das pastilhas dos contatos é maior se em reostatos de fios metálicos. Os reostatos hoje estão caindo em desuso e os inversores de frequência vem assumindo os acionamentos de motores CA que precisam de variação de velocidade sem perder torque.
robertovasco@hotmail.com
Bom dia! Gostaria de saber quais são os principais cuidados que devemos ter ao manutenir motores com rotor bobinado?
Alem dos mesmos cuidados aplicados aos motores gaiola, devemos ter tambem com os itens específicas do rotor bobinado: Aneis, escovas, porta escovas. Alem disso os procedimentos de manutenção devem atender as normas técnicas específicas a esse tipo de motor.
Boa tarde.
Gostaria de saber que tipo de motor utilizam as pontes rolantes, por exemplo com capacidade para 10 toneladas. se é assíncrono ou nao? que tipo de funcionamento tem, como por exemplo para subir a carga ou descer se utilizam inversor para descer. Como funciona o arranque do motor se existe alguma especificidade para isso? sei que por exemplo o motor precisa de grande torque mas nao muito velocidade, como s consegue isso?
Rogério, é muita coisa para explicar em poucas palavras, mas vou tentar sintetizar.
- Geralmente, até bem pouco tempo atráz e ainda se encontram muitos casos de acionamento principalmente dos circuitos de elevação de ponte rolante, motores assincronos de indução de rotor bobinado.
- No circuito de força do rotor é ligado um banco de resistores eletricos (Reostato) de valor Ohmico e potência adequada. Esse banco é fracionado em vários estagios que vão sendo curto circuitados por contatores para diminuir a resistencia conforme o comando da alavanca do operador ou da botoeira de quem está operando.
- Existe um valor Ohmico adequado a dar o maior torque no eixo do motor para cada valor de velocidade. Essa é uma teoria meio grande para discutir aqui, mas voce pode encontrar em qualquer livro de máquinas elétricas de CA, na parte que fala de reostato de partida.
Nos dia atuais, com a melhoria dos sistemas da eletrônica de potência, voce pode usar simplesmente um motor de indução gaiola, comum, acionado por inversor de frequência. Nesse caso não usa mais o banco fracionado, mas usa um banco de resistores de potencia, de valor Ohmico fixo, ligado ao link CC do inversor, destinado a queimar energia excedente durante as decidas rápidas com carga, quando ocorre a regeneração e o motor começa a se comportar como um gerador, devolvendo energia para a rede e fazendo aumentar a tensão no link CC, daí a necessidade desse resistor.
- Se voce está substituindo o sistema por um acionamento com inversor, pode aproveitar o seu motor de rotor bobinado bastando curtocircuitar o rotor.
- Esse inversor precisa funcionar no modo vetorial onde o controle de torque é possível. Nessa modalidade é possível obter o torque nominal desde a velocidade zero até a máxima. Novamente é muita teoria para se explicar aqui. Voce encontra isso num curso sobre inversores de frequência, tambem chamado conversores de frequencia.
robertovasco@hotmail.com
Muito obrigado pela a ajuda
já tenho mais umas luzes sobre esta assunto. Na realidade tenho que fazer um trabalho sobre a seleçao de um motor para uma ponte rolante, neste caso especifiquei mais o assunto e escolhi para 10T. outra questão poderia me dizer que tipo de motor ´´e utilizado no carrinho que faz circular a ponte rolante como faço esse tipo de seleçao se tenho que calcular a tara total que vai transportar contando com o peso máximo que o motor principal vai elevar?
Eu já vi com rotor gaiola e com rotor bobinado dependendo da aplicação. Quando dse usa rotor gaiola direto é ruim na hora de fazer ajustagens de espaço e o operador fica dando toques no botão para andar pouco de cada vez. Esse Plá, plá, plá… acaba com os contatores, diminui muito a vida útil dos redutores e até mesmo do motor.
Quando se usa inversor isso não acontece porque há uma rampa e as partidas são suaves e voce pode tambem programar uma velocidade para ajustar, outra para um pequeno deslocamento e outra para um deslocamento em velocidade bem maior para atravessar o galpão. Alem disso pode usar o motor gaiola comum que é muito mais barato e de manutenção mais barata e de vida útil maior.
Consegue me dizer o porque de utilizar o motor de rotor gaiola comum (para elevaçao da carga), para elevação em relação aos outros tipos de motores tanto de CC como CA… basicamente porque aquele e porque nao qualquer um dos outros?
Obrigado.
“A aplicação de motores assíncronos de gaiola cobre a maioria dos casos, no entanto, algumas aplicações exigem motores de rotor bobinado e anéis, nos casos de partida de cargas de alta inércia (pesadas), acionamentos de velocidades ajustáveis, ou quando é necessário limitar a corrente de partida e manter o conjugado.”
fiquei com duvida relativamente ao tipo de motor que escolha pra elevaçao de carga para a ponte rolante de 10T, porque voce no seu artigo que publiquei o excerto acima diz que para cargas de alta inercia sao melhores os motores de rotor de aneis e nao de gaiola de esquilo. porque sao melhores?
Rogério, vamos lá com as aplicações:
- Motor CA de rotor gaiola – É usado no modo convencional (alimentado direto pela rede), quando não é preciso fazer controle de torque ou velocidade. (Não é o caso do circuito de elevação de ponte rolante)
- Motor CA de rotor bobinado: É usado com estágios de resistencias em seu circuito rotórico quando precisa fazer o controle de torque e velocidade.( É o caso)
- Motor de corrente contínua: É usado quando é necessário o controle de torque ou velocidade onde se exige maior precisão nesse controle, sendo imbatível messe aspecto. (é o caso)
- Quando se usa o inversor de frequencia parametrizado para fazer o controle de torque ou velocidade, voce pode usar um motor CA gaiola. A preferencia, nesse caso, pelo motor gaiola é porque é mais barato e possui um custo de manutenção muito mais baixo.
Os motores de corrente contínua possuem Escovas, porta escovas, comutador e os rotor bobinado possuem escovas,porta escovas, aneis. Isso torna mais crítica e trabalhosa sua manutenção. Alem disso são tambem mais caros para a mesma classe de potencia.
tou a ser um bocado chato, mas aprendo mais depressa a perguntar,
entao utilizando inversor de frequencia no motor de rotor de gaiola nao vou ter problemas nenhuns com o arranque, conseguirei um arranque suave? mas nao ira causar maior desgaste ao motor?
pode me dizer s existe alguma maneira de calcular a potencia necessaria para o motor poder levantar as 10T sem ter que fazer dimensionamento dos cabos macais, etc… bem desprezando isso?
mais uma coisa para o motor não atingir muita velocidade tenho que utilizar um redutor, que tipo de redutor me aconselha e porquê.. e que velocidade é que considero máxima para a maquina elevar..
Roberto Vasco bom Dia!
estamos enfrentando um problema de queima de acionamentos em máquinas CNC em minha planta alguns técnicos me indicaram como causa desta queima a queima do IGBT Pergunta o que pode estar causando ou qual as causas prováveis da queima de um IGBT?
Rogerio, os inversores são preparados para atender a todoas essas necessidades. No caso de precisar de torque nominal parado ou com velocidades muito baixas e especialmente nos casos de circuitos de elevação de pontes rolantes, voce precisa usar um do tipo vetorial ou que possua essa modalidade e deve fazer a parametrização adequada do mesmo para atender a todas as necessidades da aplicação.
A variação de velocidade de zero ao máximo é obtida por parametrização e comando adotado(potenciômetro, potenciometro eletronico, sinal de 0 a 10Volts, sinal de 4 a 20 mA, etc).
Quanto ao motor gailoa é conveniente que seja pelo menos dez por cento maior do que com a aplicação sem inversor para compensar possíveis perdas.
No manual de motores WEG, encontravel no site da WEG voce tem esse cálculo para determinar a potencia do motor para determinada carga.
Alexander Duarte,
As causas podem ser várias, entre as quais curtos circuitos, picos de carga repentinos, ruídos, alta temperatura de operação.
Pensando nessas e muitas outras possibilidades normalmente os equipamentos, principalmente os mais modernos e sofisticados possuem muitas proteções e muitos sinalizam os problemas bem antes de ocorrer a avaria.
O que ocorre frequentemente é que as proteções podem estar inoperantes, foram burladas, a sinalização não foi levada a sério ou não se pesquisou devidamente as suas indicações e o problema vai piorando a cada dia até acontecer o pior.
Os IGBTs bem como todos os semicondutores são totalmente vulneráveis a ruídos elétricos e para complicar esses não são evidentes, visíveis ou captáveis com aparelhos comuns, principalmente os de natureza transitória.
Par fazer uma análise melhor mais dados a respeito do caso são necessários: Diagrams eletroeletronicos do equipamento, tipo de carga que ele aciona, ambiente industrial onde está instalado, informações atualizadas sobre o sistema geral de aterramento da palnta, informações das circunstâncias em que as queimas ocorrem, etc. Cada um desses item possui várias partes que geram várias coisas a serem pesquisadas, medidas, observadas.
Isso é um trabalho de engenharia onde se analisa caso a caso e se comparece in loco, se estuda, se propõe, etc. De longe assim e com poucos dados é muito difícil opinar.
amigo o que é um varitron? em uma fabrica de cimento um forno rotativo de clinquer é acionado por um motor e regula sua velocidade pelo varitron.
Paulo, varitron é o nome especifico de um variador de velocidade eletronico de motores que um fabricante atribuiu ao seu equipamento, que é um conversor CA/CC caso o motor seja de corrente contínua ou um inversor de frequencia para o caso de motore de corrente alternada.
Para maiores detalhes é necessario consultar o catálogo do fabricante.
ola roberto tenho duas pergunta para vc
primeiro na empresa onde trabalho estou com problema de queima de um motor de rotor bobinado já chequei os estagio e estão entrando corretamente oque notei de diferente é que quando o motor vem da oficina de rebobinagem ao testar- mos o motor com os anéis aberto ou seja sem as resistência ou o curto no coletor o motor gira sem força mas gira isto pode ser a causa e a corrente no coletor ela e zero a plena carga? este motor e elevaçaõ de uma ponte rolante .
outra pergunta pode ser usado inversor ou sofstart no lugar deste motor
Danilo, vamos por partes:
Primeiramente voce faz um teste de resistencia de isolamento com um megôhmetro, no estator e no rotor, para a massa e entre fases e anotes os resultados.
Em seguida, com um microhmímetro de boa qualidade, preciso e aferido,(multiteste não serve, tem que ser microhmímetro), faça as mecições das resistências Ohmicas das bobinas do estator e do rotor. O desequíbrio máximo permitido é de 3%. Mas de atenção especial a resistência Ohmica do rotor porque os valores são normalmente baixos e é fácil confundir um rotor em curto circuito com um normal. Se voce tiver outro exatamente igual a este, que esteja sabidamente normal, faça nele tambem e utilize para comparação. Já peguei casos onde um normal, daquela potencia que testei dava 100 miliOhms e o que estava praticamente em curto dava 10 milOhms. O valor varia com a potência do motor, os mais potentes por terem os fios do bobinado mais grossos dão valores menores. Compare os resultados com o de um motor bom.
A seguir faça um teste com a tensão aplicada assim: Trave o rotor, abra as ligações do rotor, energize o estator e meça a tensão obtida entre cada dois dos aneis e verifique se está equilibrado e se a relação das tensões entre o estator e o rotor estão coerentes. Seria bom comparar os resultados desse teste com os de um motor igual a ele, sabidamente bom.
Outro teste com tensão que voce pode fazer é: Com todas as resistencias inseridas(nenhum contator de estágios energizado), veja a corrente de partida e compare com o dado de placa: (Ip/In). Com toda a resistencia de rotor inserida haverá uma substancial redução desse Ip/In. Se esse Ip/In for 7 vezes a corrente nomonal, com resistencias inseridas provavelmente caia para 40% desse valor. SE A CORRENTE DE PARTIDA FICAR IGUAL COM AS RESISTÊNCIAS INSERIDAS E COM O ROTOR COM RESISTENCIA MÍNIMA OU CURTO CIRCUITADO, O ROTOR ESTARÁ EM CURTO OU HAVERÁ CURTOS ENTRE ESPIRAS.fAÇA ESSE MESMO TESTE COMPARANDO COM OUTRO MOTOR.
- Quanto ao inversor para o motor de elevação é possível sim, eu mesmo ja fui ajudar a fazer a instalação de uma elevação de ponte rolante onde o acionamento era por inversor de frequencia. Nesse caso ele precisa ser do tipo vetorial e ter frenagem reostática para que nas descidas ou desacelerações rápidas queime a energia excedente devido a regeneração sobre um banco de resistencias. O soft start nesse caso não é indicado.
Danilo, no caso da elevação com inversor dito acima o motor pode ser rotor gaiola com cerca de 10% de potência a mais que a aplicação atual ou pode utilizar o mesmo rotor bobinado que existe, curtucircuitando de vez os aneis.
Bom dia, amigos!
Gostaria de tirar uma dúvida…
Trabalho diretamente com motores elétricos. Realizamos medições com o megôhmetro, para verificar a resistência de isolamento, porém agora vamos utilizar o microhmímetro, para verficar desequilíbrios. A dúvida é: Quais ações devo tomar, caso identifique algum desequilíbrio entre as fases? É possível o motor apresentar uma boa resistência de isolamento e ao mesmo tempo apresentar um desequilíbrio? Existe um percentual aceitável para esse desequilíbrio?
Um abraço!
Vander.
1- O desequilíbrio máximo permitido é de 3% das bobinas entre fases.
2- É comum acontecer que mesmo havendo o desequíbrio, a rersisatência de isolamento para a massa ou entre fases esteja com valores aceitaveis e não se perceba o problema ou a origem do desequilíbrio.
3- Desequilibrios nos valores de resistência Ohmica entre bobinas, acima do tolerado podem ser sintomas de curto circuito entre espiras que pode ter várias origens. O problema é que em muitos casos pode evoluir até a queima.
4- Para um diagnóstico melhor a esse respeito o Surge teste é o mais indicado. Conforme as imagens obtidas varios tipos de problemas podem ser evidenciados.
5- Embora muitos em muitos casos as avarias não sejão perceptíveis, vale a pena no caso de desequilíbrio muito pronunciado levar o motor para a oficina, desmontar e examinar. Nos casos onde hajam marcas perceptíveis elas podem ser comparadas com as fotos exibidas no manual de motores WEG e então interpretar o significado ou a causa, o que em muitos casos leva a um rebobinamento.
Valeu, Roberto! Já havia procurado na literatura o percentual de desequilíbrio aceitável da bobinas, mas não havia encontrado!
Muito obrigado!
Bom dia, na empresa onde trabalho tem um motor de média de 6000 cv com partida por reostato, ninguém sabe ao certo seu funcionamento e acho q vcs podem me ajudar. quando o motor parte o disjuntor do motor fecha e o reostato faz a rampa até curto circuitar os anéis, minhas dúvidas:
a tensão do estator é só induzida e o reostato na partida varia a resistencia do fechamento entre os anéis? ou o rotor pega tensao do estator através das escovas?
existe um banco de resistencia gigante que faz parte do conjunto do motor( além do reostato) qual a funcao deste banco?
obs,: o motor nao tem sistema de levantamento de escovas.
obg
CORRIGINDO A PERRGUNTA ANTERIOR
Bom dia, na empresa onde trabalho tem um motor de média de 6000 cv com partida por reostato, ninguém sabe ao certo seu funcionamento e acho q vcs podem me ajudar. quando o motor parte o disjuntor do motor fecha e o reostato faz a rampa até curto circuitar os anéis, minhas dúvidas:
a tensão do ROTOR é só induzida e o reostato na partida varia a resistencia do fechamento entre os anéis? ou o rotor pega tensao do estator através das escovas?
existe um banco de resistencia gigante que faz parte do conjunto do motor( além do reostato) qual a funcao deste banco?
obs,: o motor nao tem sistema de levantamento de escovas.
obg
Alex seria melhor solicitar pelo e-mail (robertovasco@hotmail.com), mas vou tentar sintetizar aqui:
1- em palavras simples um motor de indução é como um transformador que roda. Assim aplicando-se uma tensão no estator aparecerá uma tensão induzida no secundario, no caso o circuito de rotor. Se voce fecha o circuito desse secundário (rotor)em curto, circula uma alta corrente que por sua vez produz um campo magnético intenso que ao reagir com o campo magnético girante do estator faz girá-lo com uma rotação um pouco menor (chamamos a esse fenômeno de escorregamento).
2- O reostato é um resistor que inserimos no circuito de rotor com os seguintes propósitos que na verdade se reduzem num só:
a)Limitar a corrente de partida,
b)Provocar um refasamento entre a tensão e a corrente, melhorando o fator de potência na partida e fazendo assim aproveitar mais potência ativa para a mesma potência aparente, Triângulo de potências(muita teoria de eletrotécnica).
c) principalmente atribuir a situação de torque(conjugado) máximo a cada estagio de velocidade durante a partida. A razão é relativamente simples: Quando voce dá partida a corrente rotórica é elevadíssima mas por estar muito defasada da tensão não produz potencia ativa que é a que efetivamente roda o motor com a carga. Dai a necessidade de inserir um resistor em série com cada fase para fazer o tal refasamento(mais teoria).Quando o motor começa a aumentar a velocidade a frequencia no rotor vai diminuido e a resistência que estava ajudando começa a atrapalhar. Dai a necessidade de ir tirando resistencias a medida que a velocidade aumenta. Finalmente quando chega a velocidade nominal a resistencia teoricamente precisa ser curtocircuitada. Mas em alguns casos o projeto exige que voce tenha uma margem de controle de torque/velocidade nos 5% finais. Nesse caso as escovas não são levantadas e ainda fica um pequena parcela de resistência sendo variada nessa gama em torno de 5% de variação. Claro que o torque cai um pouco, mas como voce ja está no final da curva conjugado velocidade e nesses casos o motor possui uma sobra de potência tudo dá certo.
Para analisar melhor teria que ter o desenho eletrico do sistema que voce usa: Motor, reostatos (força e comando), etc.
Pode ser meio complicado e muito teórico. Infelizmente não conheço um jeito melhor de explicar. Voce pode encontrar maiores detalhes nos livros “Máquinas elétricas de CA)
Boa Noite!
No sistema de ponte rolante com rotor bobinado, como é o sistema de descida? O motor não recebe tensão e a tensao gerada por ele é descarregada no banco de resistencia? pq no meu trabalho tem uma monte de motor de rotor bobinado com banco de resistencia em que o motor desce freando, como funciona isso?
Não, o motor continua alimentado. Quando o estator está alimentado e começa a descer ocorre o que chamamos de regeneração: O motor começa a se comportar como gerador e começa a devolver energia para a rede (mas para que haja essa geração o estator tem que ser alimentado). Quando começa a ocorrer a regeneração o fator de potência começa melhorando até atingir o faseamento(cos fi=1) até que começa a sercapacitivo( cos Fi menor que 1, só que no sentido oposto, capacitivo). Essa reação entre os campos do estator e do rotor produzem uma corrente alta no rotor, mas por estar defasada não produz torque então o rotor tem que receber uma resistencia em serie para fazer o refasamento e produzir potencia ativa KW que é a que produz força. Esta regeneração então produz um esforço de frenagem no motor. Quanto mais for a tendencia de puxar a carga para baixo, maior será a tendencia a frenagem. Novamente muita teoria, Máquinas elétricas de CA.
Ola roberto gostaria de saber como que eu faço para descobrir se a ligação das bobinas se é em serie ou paralela de qualquer motor.desde já muito obrigado por favor envie em meu email.
Gilberto, essa parte de bobinagem interna do motor eu não sou especialista.
Bate um papo com:
dinhobobinador@hotmail.com e ve se ele te ajuda.
Como se limita a potência de saída(carga) de um gerador síncrono?
Na empresa onde eu trabalho além do consumo interno, se vende a energia excedente, porém vc pode definir a potência exportada até o limite do gerador, como é feita essa limitação? já que a rede da concessionária é uma carga infinita e deveria puxar toda a potência disponível do gerador? tem alguma coisa haver com a exitatriz ou avr?
Alex, qualquer gerador, não importa o tamanho , digamos 1 KVA pode entrar em paralelo com a rede desde que as condições de paralelismo sejam respeitadas(Tensão, frequencia, sequencia de fases, sincronismos de fases) e cada um contribui com a sua energia gerada. O que acontece é que se a rede dá uma pequena queda de tensão, seu gerador vai perceber isso como uma carga maior e essa exigencia tende a fazer a tensão dele cair. Nesse momento a excitatrtiz ou regulador de tensão intervem, corrigindo a excitação de mode a faze-lo manter a tensão de saida, até certo limite, pois se a rede baixa demais ou ocorre um apagão, toda a carga que estava ligada à ela passa a ser alimentada por ele e isso é praticamente um curto circuito. Nesse momento no painel de circuitos do gerador deve conter um rele de sobrecorrente, ajustado na sua corrente nominal de modo a desconecta-lo da rede e ficar possivelmente só com as cargas internas até o seu limite de fornecimento.