Danos em enrolamentos de motores elétricos

Nos artigo anteriores já falamos sobre vários assuntos sobre motores. Agora vamos apreciar os tipos de defeitos ocorridos pelo simples exame do aspecto do bobinado.

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Comentários:

Na figura 1, é possível observar, um pouco depois da saída das bobinas da ranhura uma região escurecida, evidenciando o curto circuito entre espiras que pode ser entre espiras de uma mesma bobina ou preferencialmente de duas bobinas diferentes que estejam sobrepostas.

Na figura 2 um lado inteiro da “cabeça” da bobina queimado.

Na figura 3 é possível perceber uma região escurecida logo à saída da bobina da ranhura , caracterizando o curto contra a massa.

Na figura 4, da pra ver uma região escurecida sobre uma ranhura, evidenciando o curto circuito dentro da ranhura.

Na figura 5, percebe-se um ponto escurecido na parte superior do bobinado que sugere curto circuito numa conexão.

Na figura 6 observa-se um escurecimento do bobinado como um todo caracterizando a queima por sobre-carga.

A figura 7 é bem parecida, onde se vê o bobinado queimado totalmente, bem escuro, caracterizando as condições de rotor bloqueado.

A figura 8, caracteriza queima por pico de tensão onde em determinado ponto uma parte mais susceptível do enrolamento tem seu isolamento rompido“furado”.

Na figura 9 nota-se uma região mais escurecida exatamente na sobreposição de duas cabeças de bobina de fases diferentes, evidenciando curto entre fases.

As figuras 10 e 11 apresentam um jogo de bobinas queimado, alternadamente, a diferença está na posição onde estão escurecidas, mostrando que houve falta de fases, em ligação estrela para a figura 10 e triângulo para a figura 11. Nesses casos um jogo de bobinas não sofreu avaria.

Na figura 12, um jogo de bobinas está mais escurecido que os demais mostrando que houve desbalanceamento de fases.

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Os casos das figuras 13 e 14 são típicos de motores monofásicos, onde na figura 13 quem está escurecido é o enrolamento mais interno na figura, mostrando a queima do bobinado auxiliar. No da fig 14 é o bobinado mais externo mostrando a queima no bobinado principal, como se vê nas figuras abaixo:

de3.jpg

No caso das figuras 1,2,3,4,5,9, a causa mais provável é a presença de impurezas, abrasão ou oscilações da tensão.

No caso da figura 6 a origem está em sobre-carga do motor ou sobre-tensões e sub-tensões.

No da figura 7 a causa pode ser por rotor bloqueado e também por partidas e reversões sucessivas.

No caso da figura 8 os picos de sobre-tensão que foi escrito acima, pode ser originado de comutação de circuito de força, descargas atmosféricas, descarga de capacitores e circuitos comutados com semicondutores.

Nos da figura 10 e 11 as causas de falta de fase são geralmente um fusível queimado no circuito de alimentação trifásica, um contator com um dos contatos inoperantes ou mesmo uma fiação interrompida.

O caso da figura 12 tambem pode ser ocasionado por maus contatos nas conexões ou desequilíbrio na rede de distribuição devido a cargas desbalanceadas.

O caso da figura 13 por ter como causa um defeito no interruptor centrífugo ou impurezas sobre o mesmo provocando mau contato e fazendo com que o bobinado auxiliar permaneça por mais tempo do que o projetado para ele.

No caso da figura 14, é possível que o bobinado auxiliar não tenha sido conectado para fazer a partida ou que tenha ocorrido sobre-tensões ou sub-tensões.

 

 

 

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17 Responses to “Danos em enrolamentos de motores elétricos”

  1. POR FAVOR, EU ESTOU ORGANIZANDO UM SEMINARIO SOBRE DEFEITOS EM MOTORES DE INDUÇÃO TRIFÁSICO. O DONO DAS FOTOS PODERIA DISPONIBILIZA-LAS NOVAMENTE?

    Obrigado!!

  2. De 250 motores instalados, já foram queimados 30 no total, quero saber quais são os indicadores a srem seguidos par evitar as queimas.

    José Romero

  3. Boa tarde, gostraia de saber se vc conhece algum software para calculo de embobinamento de motores eletricos. Desde já agradeço.

  4. Renam felipe, por favor indique seu e-mail ou me solicite pelo meu : robertovasco@hotmail.com que te mando o anexo.

  5. Jose romero, primeiro é necessário saber a causa da queima e depois trabalhar para elimina-las, não esquecendo tambem de dar uma verificação geral na existencia e eficiencia das proteções e reinstala-las ou instala-las se for o caso. As causa das queimas podem ser observadas pelo aspecto dos bobinados queimados. Posso te mandar os arquivos com as figuras(solicite-me por e-mail robertovasco@hotmail.com, mas elas são encontradas nos catalogos de motores WEG. Outra coisa é que se já queimaram 30, provavelmente o problema é recorrente, de mesma natureza e causa, é bom ficar esperto com isso tambem.

  6. Cláudio Marculino on fevereiro 2nd, 2009 at 1:03 am

    Gostaria de saber se tem algum curso para aprender enrolar motores, (bobinas, etc…). Desde já o meu muito obrigado.

  7. Olá mauricio, creio que no SENAI mais próximo de voce tenha um curso para eletricista bobinador.

  8. marcos luiz ,19 setembro de 2009. Gustavo parabens pela troca de conhecimento. estou preparando o meu tcc, sobre a importancia da analise de vibração em motores eletricos,gostaria ter troca de imformações sobre este tema.

  9. Marcos, esse não é o meu dia a dia, mas se voce precisar de alguma coisa especificamente, posso conseguir algo, pois o pessoal que ensaia motores fica numa área de trabalho visinha a minha, Alem disso conheço colegas que trabalham numa empresa de manutenção preditiva onde a análise de vibração é um dos pontos fortes deles, entre outros. Se preferir entre em contato pelo e-mail robertovasco@hotmail.com .

  10. jose roberto de melo on novembro 6th, 2009 at 5:46 pm

    tenho um motor um pouco antigo gostaria de saber como ligar o mesmo
    motor de induçao
    modelo b5kc43gg47c
    cv 1/3
    v110/130
    rpm 3450
    60 hz
    carcaça 56cz
    cod m
    regime continuo
    general electric

    do motor sai os fios 1 2 3 4 6 e dois do capacitor um de numero 5 outro sem numero
    na placa de indicaçao tem os fios 1 2 3 4 5 6 7 e 10 nao sei como ligalos na energia se puderem me ajudar eu agradeço meu email=deollem@click21.com.ber me mandem o esquema de loigação obrigado

  11. Marcelo Araujo on março 5th, 2010 at 9:30 pm

    Caro Roberto, boa noite, gostaria de saber em que escala devo medir resistencia de isolamento em um megômetro.

  12. Roberto Vasco on março 6th, 2010 at 5:09 pm

    José Roberto:
    Ligar:
    1-3-5-Linha
    2-4-6-Linha
    fio solto no outro lado do capacitor que não vai no 6.
    Quanto a placa indicando esse monte de numero de fio que não aparece la fora, deve ter alguma coisa estranha. É possível que tenha existido resistencia de aquecimento, termostato ou resistencia termometrica.
    robertovasco@hotmail.com

  13. calculo motor 150cv 4polos ge 72 ranhuras

  14. Erlei, o cálculo que tenho aqui é aquele que consta no manual de bobinagem da WEG, conforme está publicado aí na seção de eletricidade.No caso voce precisa definir algumas coisas e então escolher no manual de bobinagem o esquema que atende ao seu caso (numero de ranhuras, numero de polos, tipo de camada, tipo de enrolamento e passo. Polos e ranhuras voce já tem, faltam os outros. Com esses dados voce entra no cálculo que diga-se de antemão é aproximado.
    robertovasco@hotmail.com

  15. celso freitas on abril 7th, 2010 at 2:06 pm

    Boa Tarde,
    Estou com um laudo de um motor, onde diz, que ele tem uma abertura no induzido, fazendo com que ele não parte toda vez que esse mesmo pare em uma determinada posição, ao tira-lo dessa posição o mesmo roda normal.Gostaria de saber se é possível, sendo, isso é defeito de fabricação, vida útil….?
    O que fazer?

  16. Roberto Vasco on abril 8th, 2010 at 9:19 am

    Celso, essa é uma possibilidade real e teria que ser testado Lâmina por Lâmina no comutador para se identificar melhor e saber se não existe mais de um ponto falhando. O Termo abertura no induzido é um tanto quanto vago, pois poderia estar interrompido na solda do fio à lâmina, no fio entre a lâmina e a ranhura ou neste dentro da própria ranhura. Nesse ultimo caso valeria apena testar tambem a fuga entre as bobinas e o pacote para ver se não há curto circuito, pois poderia ter havido um curto para a massa ou mesmo entre espiras culminando com o rompimento do fio nesse ponto. Quanto as causa, podem ser várias como Manuseio para manutenção: montagem, desmontagem, soldagem, serviços no rotor como rebaixamento de mica e usinagem do comutador,movimentação dentro da oficina,Problema ao isolar a ranhura, problemas com a qualidade dos materiais isolantes, problenas com a qualidade do fio magnetico, Sobrecorrente na partida com o rotor travado ou com carga excessiva e sem a devida atuação das proteções, etc. Em suma, são tantas as possibilidades que isso deve ser estudado utilizando o MASP
    ( metodo para análise e solução de problemas). Quanto a defeito de fabricação, depois desse estudo pode aparecer, mas pelo que se sabe as indústrias tem minuciosos ensaios de tipo, constantes de seu controle de qualidade. Assim se voce fornecer os dados do motor incluindo modelo, numero de série e ano de fabricação o fabricante pode localizar a ficha de ensaio desse motor e te dar o raio X completo dele.
    robertovasco@hotmail.com

  17. Mario Cassio Pacheco on agosto 21st, 2010 at 4:23 pm

    Caro senhor sou eletricista industrial porem não tenho conhecimento em enrolamento de motores e gostaria de ter uma oportunidade de aprender sobre esse assunto pois me ajudaria muito dentro da empresa se tiver informações e puder dividi-las comigo ficarei muito grato.Segue meu e-mail para possiveis apostilas etc….

    Sem mais para o momento agradeço.

    Mario C. Pacheco

    cassiopacheco1@hotmail.com

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