Variação de velocidade em motores de CA.

Existem 3 maneiras básicas de variação de velocidade em motores assíncronos trifásicos de corrente alternada: Variação do número de pólos, Variação do escorregamento, variação simutânea entre a tensão e a freqüência.

Isso é decorrente da relação entre freqüência, numero de pólos e escorregamento, expressa pela fórmula: n = ( 2/2p) x f x 60 x (1-s), onde n = velocidade em rpm; f = freqüência em Hz; p = numero de pólos e s = escorregamento.

A variação do número de pólos se consegue de três formas: Enrolamentos separados no estator, Um enrolamento com comutação de pólos e combinação desses dois casos. Nos três casos a regulação de velocidade é discreta e sem perdas, no entanto a carcaça deve ser maior que a de um motor de velocidade única.

No caso de enrolamentos separados pode-se combinar enrolamentos com qualquer numero de pólos. Mas tudo fica limitado ao dimensionamento eletromagnético do núcleo( rotor e estator).

O caso de motor de duas velocidades com enrolamento por comutação de pólos é o que foi discutido no artigo anterior (motor Dahlander).

Na combinação dos casos anteriores pode ser obtida mais de duas velocidades. Esse tipo é muito raro de ser encontrado. Só em aplicações muito especiais.

Variação de escorregamento: Aqui a velocidade do campo girante é mantida e a velocidade do rotor é alterada de três modos diferentes: Variação da resistência rotórica, variação da tensão do estator ou a variação simultânea dessas.

Para variar a resistência rotórica é necessário utilizar motor de anéis. Inserindo-se uma resistência em série com o rotor faz com que aumente o escorregamento (s), diminuindo a velocidade.

A formula a seguir exprime essa relação:

S = (3RI²) / (w.T) = P/ (w.T)

Onde:

P= Perdas Rotóricas (W); w= Rotação síncrona em rd/s; T= Torque ou conjugado do motor(N.m); R= Resistência rotórica em ohms e I= Corrente rotórica em Amperes.

A figura a seguir, conjugado x resistência rotórica, mostra o comportamento do motor com o aumento da dessa resistência.

vv.gif

 

A variação da tensão no estator é muito pouco utilizada, até porque causa perdas rotóricas e a variação de velocidade é pequena.

A ultima situação que comentamos é a variação da tensão e da freqüência simultaneamente, utilizando inversores de freqüência. Mas isso é assunto para outro artigo.

Escrito por : João Roberto Vasco Gonçalves

 

3 Responses to “Variação de velocidade em motores de CA.”

  1. Y la variación de velocidad por conmutación de polos con relación diferente a 2:1???? como los bobinados PAM (Polar Amplitude Modulation).
    Podría informarme sobre la teoría de este método????
    Gracias

  2. Excelente artigo, muito útil.
    UM ABRAÇO,
    MARCO VALÉRIO.

  3. brigado tirei dez na prova

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