Gustavo Roberto

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Como Largar o Rivotril —

Olá pessoal !

Nesse post falarei sobre Como Largar o Rivotril, e os desafios em torno disso.

Para quem não conhece a caixa, ela se parece muito com esta aí embaixo.

rivotril

rivotril

Muitos médicos ( no meu caso foi um neurologista ), receitam este medicamento se você tem um destes sintomas :

– Síndrome do Pânico ( envolve praticamente todos os sintomas abaixo );

– Falta de Ar sem motivo aparente;

– Sensação de medo;

– Coração acelerado sem motivo algum;

– Medos em geral, etc.

Em tempo, aqui está a bula do

Rivotril

No meu caso foi síndrome do pânico, que comecei a ter depois de vários problemas no serviço que envolviam cargas altíssimas de stress. Como alguns leitores sabem sou da Área de Informática, trabalho com servidores e missão crítica e isso é altamente estressante.

Um belo dia estava dirigindo o carro, de repente me deu uma sensação de estar tendo um ataque cardíaco, essa sensação era mais ou menos assim: suador, falta de ar, pupilas dilatadas, boca seca. Parte dessas sensações não tem nada a ver com um ataque cardíaco. Enfim, corre para o hospital.

Observação ridícula : Lá chegando passei pela triagem e já queriam me enfiar no soro e vieram com um comprimido de Imosec, sorte que conheço um pouco do ramo e consegui me safar do comprimido e do soro, já que esses remédios não tinham nada a ver com o quadro.

Fizeram eletrocardiograma, não deu nada.

O médico constatou o padrão, ou era virose ou stress. Todos sempre falam a mesma coisa.

Fui três vezes ao hospital num curto período de tempo, logo imaginei que estava maluco.

Como todo bom maluco, resolvi procurar um neurologista, aí comentei sobre os sintomas e ele indentificou que pudesse ser síndrome do pânico mesmo.

De todos os sintomas, o que mais me aborrecia é que não conseguia dormir mais à noite, pensando que pudesse a qualquer momento ter uma crise e morrer dormindo, o que é uma grande besteira, ninguém morre de síndrome do pânico.

Então o primeiro médico tinha me receitado Olcadil, legal, consegui dormir, daí fui tomando por um tempo, até que o médico teve um piripaque e morreu.

Fiquei algum tempo sem tomar o remédio, dai as crises voltaram, dessa vez procurei outro neurologista, que me receitou Rivotril. Foi bom, comecei a dormir novamente.

Tomei ele por alguns anos, mas o que me enfurecia era ter que tomar remédio para dormir, já que é uma coisa que gosto muito de fazer :) .

Depender de remédio para qualquer coisa é um saco ! Sempre fui dos esportes, nunca precisei de tomar remédio para nada, mas com o Rivotril foi diferente.

Nota : O Rivotril também melhora a fobia social, medo de falar em público e outras coisas mais, porém acaba te transformando num escravo. Você passa a ter que tomar remédio para fazer qualquer coisa. É mais ou menos como o cara que fuma e depende do cigarro para conversar melhor ou do alcoolatra que depende da bebida para ser alguém.

Um dia resolvi largar esse remédio e foi do nada. Resolvi que a partir do dia X não tomaria mais remédio para dormir, foi meio estranho na primeira semana, mas deu certo.

Todo mundo fala do tal desmame do Rivotril, que é reduzir as doses a doses cada vez menores. Eu já fui radical, cortei de vez. Posso afirmar que foi estranho, mas não difícil.

O pensamento foi o seguinte, não é possível que um comprimido consiga promover tantas mudanças assim numa pessoa. Talvez ele sirva mais como uma muleta psicológica ou algo do tipo.

A primeira noite foi assim, pensei estou sem o remédio e preciso dormir, a reação do corpo foi se preocupar, preocupação gera insônia e insônia por sua vez gera revolta.

Mas fiquei enrolando na cama, e consegui dormir. Daí pensei, passei do primeiro dia.

Como havia dormido mal o segundo dia foi melhor de dormir, porque estava mais cansado, então foi um pouco mais fácil.

Nesse tempo, apareceram várias sensações malucas parecidas com as que tinha na época das crises sem remédios, aí pensei, Cérebro, eu que mando nessa porra, então não quero essas sensações. Por incrível que pareça, você pensar que não quer determinada coisa ela não acontece, já que você usa o cérebro para pensar, acredito que você acaba o condicionando a pensar que não quer mais determinada sensação.

Terceiro dia já foi melhor, apesar das sensações malucas, porém elas começaram a diminuir. Um detalhe importante é não desistir, tem que ter foco ! Olhe para sua caixa de remédio, mas deixe-o lá, você precisa resistir.

Daí fui seguindo a filosofia: Just for Today, algo como Só por Hoje.

Ou seja, não tomei remédio, mas só por hoje.

Se você seguir essa filosofia, vai passar uma semana, um mês e você vai ter conseguido largar.

Agora coisas que você deve fazer :

– Dominar o seu Cérebro, mostrar quem manda;

– Procurar um esporte ou atividade que vá desviar o seu pensamento ( Abaixo um vídeo do Bruce Lee, sobre esvaziar a mente );

– Quando sentir vontade de tomar o remédio, faça outra coisa, vontade é uma coisa que dá e passa.

Força de vontade é mandatório, se você não tiver força de vontade, você não vai conseguir.

O que você não deve fazer :

Se você toma o remédio por outra patologia mais grave, não largue imediatamente, procure um médico.

Coisas a se fazer se você estiver sem sono, ou em alguma crise de pânico :

– Ver vídeos engraçados

– Escutar música clássica, ou alguma música que te agrade

– Faça um chá ( Recomendo o de frutas vermelhas, achado em qualquer mercado ).

Por fim, de alguma forma, desvie seu pensamento das coisas ruins e foque nas coisas boas, vocês vão vencer !

E para quem se sentir à vontade, em compartilhar sua história por aqui, é só publicar aí nos comentários.

Abraços !

 


Loucuras da Razão —

loucuras

 

– Sou João Roberto Vasco Gonçalves, um autor capixaba e pretendo divulgar o meu trabalho.

– Apresento o meu livro “ LOUCURAS DA RAZÃO – VERSO E PROSA”.

– Escrever em versos e em prosa, foi uma forma lúdica e prazerosa que escolhi para abordar todo um conteúdo sócio-antropológico.

Seu tema central é o homem, lugares e épocas onde vive, seus problemas, sua cultura, a história de vários personagens, suas lendas.

– Mostra nas entrelinhas que sempre houve uma alternância entre períodos de fartura e escassez de água e de víveres para quem vivia do extrativismo, mesmo antes do desenvolvimento ter atuado sobre o meio ambiente.

– Aborda a necessidade do desenvolvimento para melhorar sua vida, mas questiona até qual limite e bate forte na questão ambiental que vem atrelada a este, às vezes até com certa veemência e dramaticidade, reclamando da perda de ecossistemas.

Sugere então que se leve a sério o desenvolvimento sustentável.

– Escrevi algumas estórias e lendas da nossa cultura popular, que foram passadas de pai para filho à luz dos lampiões, numa época que a televisão e a internet estavam longe de existir.

Essa é a contribuição que eu pensei ofertar.

João Roberto Vasco Gonçalves

(27)9-9963-0471

robertovasco@hotmail.com

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